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Rádio Graciosa


02 setembro 2015

Onze processos judiciais na sequência do surto hemorrágico em coelhos nos Açores

O secretário da Agricultura disse que entraram nos tribunais dos Açores 11 processos judiciais contra desconhecidos, por suspeita de crime no surto de Doença Hemorrágica Viral (DHV), que matou milhares de coelhos em oito ilhas, conforme noticia o Açoriano Oriental.
A ilha Graciosa foi a primeira das oito ilhas em que foi detetado o problema, tendo o Governo Regional interditado a caça na ilha a 11 de Dezembro de 2014.
Luís Neto Viveiros assegurou que o Governo Regional não está em condições de comprovar se houve ou não mão criminosa neste surto, mas reconheceu que esta é uma “tese em avaliação”.
“Havendo indícios, como algumas associações de caçadores entendem, que terá havido mão criminosa na disseminação da doença e introdução da mesma nos Açores, naturalmente que a secretaria estará disponível para colaborar na identificação desta questão. Comprovando-se, os seus responsáveis devem ser devidamente punidos”, sustentou o governante.
Neste momento, a proibição de caça ao coelho bravo mantém-se válida apenas nas ilhas das Flores e Santa Maria, porque segundo o governante o surto hemorrágico “foi mais forte e fez com que as densidades da espécie sofressem uma redução substancial”, prevendo-se que a caça só deva voltar a ser permitida nestas duas ilhas em 2016.

O primeiro surto de Doença Hemorrágica Viral ocorreu nos Açores em 1989.

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