O secretário da Agricultura disse que entraram nos
tribunais dos Açores 11 processos judiciais contra desconhecidos, por suspeita
de crime no surto de Doença Hemorrágica Viral (DHV), que matou milhares de
coelhos em oito ilhas, conforme noticia o Açoriano Oriental.
A ilha Graciosa foi a primeira das oito ilhas em que
foi detetado o problema, tendo o Governo Regional interditado a caça na ilha a
11 de Dezembro de 2014.
Luís Neto Viveiros assegurou que o Governo Regional
não está em condições de comprovar se houve ou não mão criminosa neste surto,
mas reconheceu que esta é uma “tese em avaliação”.
“Havendo indícios, como algumas associações de
caçadores entendem, que terá havido mão criminosa na disseminação da doença e
introdução da mesma nos Açores, naturalmente que a secretaria estará disponível
para colaborar na identificação desta questão. Comprovando-se, os seus
responsáveis devem ser devidamente punidos”, sustentou o governante.
Neste momento, a proibição de caça ao coelho bravo
mantém-se válida apenas nas ilhas das Flores e Santa Maria, porque segundo o
governante o surto hemorrágico “foi mais forte e fez com que as densidades da
espécie sofressem uma redução substancial”, prevendo-se que a caça só deva
voltar a ser permitida nestas duas ilhas em 2016.
O primeiro surto de Doença Hemorrágica Viral ocorreu
nos Açores em 1989.



quarta-feira, setembro 02, 2015
Rádio Graciosa