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25 maio 2016

ACDR da Graciosa venceu Grupo B do Regional de Andebol em iniciados masculinos

A equipa da Associação Cultural, Desportiva e Recreativa da Graciosa venceu o Grupo B do Campeonato Regional de Andebol em iniciados masculinos.

A equipa da ilha Graciosa ficou em primeiro lugar ao somar três vitórias e um empate no primeiro jogo com o Angrense.

A prova teve lugar no Pavilhão Municipal de Desportos de Angra do Heroísmo e contou com a participação das equipas ACDR Graciosa, Angrense, Biscoitos, Colégio do Castanheiro e Arrifes.

Estamos em último – não digas nada!

Por vezes somos obrigados a repetir, à saciedade, que o Governo é que é dos Açores e não os Açores que são do Governo!
Vem isto já na sequência do que havia escrito na passada semana sobre as teses pré-eleitorais do partido no poder de que, quem fala mal do governo, quem critica ou denuncia insucessos, quem exige mais e melhor e não gosta de ver as ilhas a apresentar maus resultados está a falar mal dos Açores!
Se nos bastasse a referência de um ou outro articulista a quem tenha sido oferecida uma viagem pelas belezas das ilhas e que depois publica que somos o melhor lugar do mundo. Se isso fosse determinante para fixar jovens na sua terra, para termos cuidados de saúde exemplares, para sairmos da cauda dos indicadores sociais ou para demonstrar pujança económica e coesão territorial, andávamos todos encantados da vida a saborear os sucessos das políticas socialistas. Mas isso apenas basta a uma determinada elite do poder, dele dependente na sua caminhada social, e que recorre ao argumento estafado e absolutista de que, quem não está com eles, está contra todos e, melhor ainda, não está cá a fazer nada.
Todos já sabemos que assim é e que isso serve apenas para distrair atenções, para intimidar críticas ou denúncias, queixas ou descontentamentos, pois que quem critica e exige melhor não gosta da sua terra, das suas gentes ou dos seus vizinhos, e o melhor é acomodar-se, calar-se e contentar-se com o que tem.
Um verdadeiro garrote a qualquer oposição, seja política, ideológica, ou comercial, ao querer defender uma comunidade, uma ideia ou um negócio.
A confirmar este rebuço que se arroga estar do lado da realidade dos Açores, das pessoas, e das suas verdadeiras vivências foi publicado, no passado dia 19 de Maio, um estudo realizado pela
primeira vez nos Açores, que tem como objectivo “medir o posicionamento e a evolução do desenvolvimento de cada ilha no contexto regional, entre 1980 e 2010, nas vertentes económica, social e ambiental”. O estudo é do serviço de estatística dos Açores, tutelado pelo poder regional, quem sabe, assim, não nos acusam de inventar.
Um dia depois, um destacado dirigente socialista da ilha Graciosa, reafirma a tese do poder com 20 anos de que quem se atreve a falar mal do governo está a falar mal dos Açores e o melhor é ir criticar para outro lado.
Mas não reparou o empenhado dirigente que, na véspera, o referido estudo mostra a ilha Graciosa, a sua ilha, como a pior de todas em todos os indicadores sobre o desenvolvimento dos Açores. E se nas décadas de 80/90 a Graciosa ainda ia superando, aqui e ali, o Corvo ou mesmo S. Jorge, a partir de 2000 a Graciosa passou para último lugar “num modelo conceptual que aborda a questão da coesão territorial (processo de promover um território mais equilibrado e coeso) nas três vertentes ou dimensões de análise da coesão previstas na Estratégia Europa 2020, isto é, Competitividade/Eficiência Económica (Smart Growth ou Qualitative Islands), Inclusão Social (Inclusive Growth ou Equal Opportunities Islands) e Sustentabilidade Ambiental (Sustainable Growth ou Green Islands).”, ou seja, em 2010, últimos em tudo!
É triste ter de ver o quanto se tem perdido em oportunidades de melhorar a nossa terra. A isso soma-se a tristeza por ainda haver quem, tendo tido o poder de mudar, quer apenas obrigar a que nada mude!

O estudo citado pode ser consultado em: http://estatistica.azores.gov.pt (Indicador Compósito de Desenvolvimento Intra-Regional).

22 maio 2016

Graciosa vai ter nova aerogare e nova torre de controlo

Reunido na ilha do Pico, o governo regional aprovou a construção na ilha Graciosa da nova Torre de Controlo do aeródromo local e novos reservatórios de água para reforço do abastecimento da infraestrutura aeroportuária.
Outra das decisões tomadas passa pela compra de diversos equipamentos tendo em vista a melhoria das condições da operacionalidade e segurança do aeroporto, de onde se destacam diversos equipamentos para a estação meteorológica e detetores de vestígios de explosivos.
As obras a realizar e equipamentos a adquirir, estão incluídas no plano agora aprovado que estima um valor global de investimento de 6 milhões e 760 mil euros, a concretizar também nas ilhas Corvo, Pico, São Jorge e Flores.
O governo presidio por Vasco Cordeiro decidiu ainda avançar com o projeto da nova aerogare do aeródromo da Graciosa.
O conselho de governo aprovou também a renovação do contrato de concessão do serviço público aeroportuário de apoio à aviação civil no aeródromo da Graciosa e o plano de exploração apresentado pela concessionária SATA – Gestão de Aeródromos.

Proteção Civil alerta para previsão de agitação marítima em sete ilhas dos Açores

Os grupos central e ocidental dos Açores estão até ás 18 horas de segunda feira sob aviso amarelo referente a precipitação e agitação marítima revelou o Serviço Regional de Proteção Civil e Bombeiros dos Açores na sequência do alerta lançado pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera.
Para o Grupo Ocidental

Aviso AMARELO referente a:
AGITAÇÃO MARÍTIMA relativo a Altura Significativa das Ondas
No período entre as 18H00 de hoje, 22 de maio, e as 18H00 de segunda-feira, 23 de maio.
Ondas de Oeste de seis a sete metros, passando a noroeste.

Para o Grupo Central

Aviso AMARELO referente a:
PRECIPITAÇÃO
No período entre as 12H00 e as 21H00 de hoje, 22 de maio.

AGITAÇÃO MARÍTIMA relativo a Altura Significativa das Ondas
No período entre as 00H00 e as 18H00 de segunda-feira, 23 de maio.
Ondas de oeste de seis metros.

A Proteção Civil açoriana sugere o acompanhamento da evolução da situação meteorológica através da página do IPMA na Internet (www.ipma.pt) e a obtenção de eventuais recomendações junto dos seus serviços.

A Proteção Civil diz também que o eventual impacto destes efeitos pode ser minimizado, sobretudo através da adoção de comportamentos adequados, pelo que, em particular nas zonas mais vulneráveis, recomenda a observação das principais medidas de autoproteção para estas situações, nomeadamente:

Garantir a desobstrução dos sistemas de escoamento das águas e a retirada de inertes e outros objetos que possam ser arrastados ou criem obstáculos ao livre escoamento.

Ter especial cuidado na circulação junto da orla costeira e zonas ribeirinhas.

Não praticar atividades relacionadas com o mar, nomeadamente pesca desportiva, desportos náuticos e passeios à beira-mar.

Estar atento às informações e indicações da Proteção Civil e Forças de Segurança.

21 maio 2016

Tolerância de ponto a 24 de maio na Graciosa

O Presidente do Governo dos Açores concedeu tolerância de ponto no dia 24 de maio aos trabalhadores da Administração Pública Regional cujos serviços estejam sediados na ilha Graciosa.

O despacho de Vasco Cordeiro, publicado no Jornal Oficial, destaca o profundo significado religioso para a população da Procissão de Penitência e ação de Graças de Nossa Senhora de Guadalupe ao Monte de Nossa Senhora d’Ajuda, que se realiza desde 1717.

20 maio 2016

Aviso amarelo para o grupo central dos Açores

O Serviço Regional de Proteção Civil e Bombeiros dos Açores (SRPCBA) informa que o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) emitiu o seguinte aviso: 
Na sequência do comunicado anterior e prevendo-se uma intensificação da superfície frontal na sexta feira (20 de maio), emite-se:
PARA O GRUPO CENTRAL
--- Aviso AMARELO referente a:
PRECIPITAÇÃO
No período entre as 06UTC de 2016-05-20 e as 00UTC de 21-05-2016
Precipitação pontualmente FORTE.
*** PARA O GRUPO OCIDENTAL ***
--- Aviso AMARELO referente a:
PRECIPITAÇÃO
No período entre as 12UTC de 2016-05-20 e as 21UTC de 20-05-2016
Precipitação pontualmente FORTE.

Deixem o povo escolher

É mesmo assim em todos os anos eleitorais. Cerca de um ano antes da data previsível das eleições que vão definir o próximo Governo, os partidos políticos esforçam-se por dar a conhecer as suas ideias para resolver os problemas dos Açorianos.
A esta postura normal são, por vezes, acrescentadas outras menos ingénuas, como a necessidade de se dar a conhecer, por vezes de forma que, de tão notada, até parece ridícula. Mas nestas coisas cada um sabe de si…
E há partidos e políticos que conseguem ver defeitos em tudo menos neles próprios. O “bota abaixo” é também uma constante. O discurso de que está tudo mal também surge mais acutilante, contrariando as diversas agências internacionais que elegeram, várias vezes, estas ilhas como um dos melhores locais do mundo para se viver.
Neste processo há qualquer coisa que está mal ou pelo menos não soa bem. Existem políticos e comentadores que passam a vida a falar mal dos Açores mas em determinado momento das suas vidas escolheram estas ilhas para viver, constituir família e educar os seus filhos. Por que será? Existem outros que, mesmo sendo de cá, não foram capazes de apresentar propostas concretas para melhorar a vida dos Açorianos. É um contrassenso difícil de entender.
É verdade que o Partido Socialista está há 20 anos no poder nos Açores, uma das principais críticas do líder do maior partido da oposição, dita de um modo que até parece que não foi o povo que assim quis, quando em 2012 escolheu novamente este partido para governar os Açores, reforçando a maioria anterior.
E esse reforço não aconteceu por acaso. O Partido Socialista desde há muito que se abriu à sociedade e dela recebe contributos importantes para os seus programas de Governo. O Partido Socialista inclui nas suas listas pessoas independentes oriundas de várias áreas, garante a paridade e aposta nos jovens. É, por isso, um partido vivo e motivado para continuar a defender os Açores.
Foi assim que este partido granjeou credibilidade na sociedade Açoriana. Foi assim que, apesar de ter mudado de liderança, garantiu a estabilidade governativa.
Mais do que isso. O Partido Socialista estará cá sempre que o povo assim o entenda e governará sempre que a força do voto assim o determine.
Graciosa, 20 de maio de 2016.
José Ávila

18 maio 2016

Relações entre os Açores e Santa Catarina, no Brasil, têm "grande vitalidade", afirma Rodrigo Oliveira

O Subsecretário Regional da Presidência para as Relações Externas afirmou, em Ponta Delgada, que as relações entre os Açores e Santa Catarina, no Brasil, estando alicerçadas na emigração açoriana de meados do século XVIII, têm atualmente "uma presença de grande vitalidade e, certamente, um futuro que está a ser construído e garantido na sua afetividade, mas também nos interesses que nos unem”.

“Os jovens são uma prioridade nossa, para que compreendam a histórica migração e o contributo açoriano no sul do Brasil e, por isso, posso anunciar que, entre outras iniciativas para este ano, o prémio para a equipa vencedora do concurso 'Açores: Mar de Culturas' será uma viagem ao sul do Brasil e a Santa Catarina”, revelou Rodrigo Oliveira.

O Subsecretário Regional, que falava terça-feira, em representação do Presidente do Governo, na palestra sobre 'A relação histórica entre os Açores e o sul do Brasil', destacou na sua intervenção algumas iniciativas do Governo nesta legislatura, entre as quais a formação ministrada em 2014, durante um mês, por rendeiras de Santa Catarina a cerca de três dezenas de formandas da Região.

“Esta iniciativa fechou um ciclo na história, no regresso aos Açores de uma arte levada pelos colonos destas ilhas no século XVIII”, frisou Rodrigo Oliveira, apontando também a abertura, em 2015, da Loja Açores no Mercado Municipal de Florianópolis, numa “parceria entre a Prefeitura de Florianópolis, que cedeu o espaço, a Casa dos Açores de Santa Catarina, que o explora, e o Governo dos Açores, que apoiou as obras no seu interior, criando-se assim um espaço onde se mostra os Açores de hoje aos milhares de visitantes deste espaço”.

Rodrigo Oliveira saudou o Instituto Histórico e Geográfico de Santa Catarina, na pessoa do seu presidente, pelo "papel determinante" que esta instituição teve para "o resgate das raízes e do contributo determinante dos Açorianos para a cultura e vivência do sul do Brasil", nomeadamente a partir de 1948 com a realização do 1.º Congresso de História Catarinense e do bicentenário da chegada dos Açorianos a esta região do sul do Brasil, felicitando também a instituição pela Insígnia Autonómica de Mérito Cívico com que foi distinguida no Dia da Região.

Na pessoa do palestrante e vice-presidente do Instituto Histórico e Geográfico de Santa Catarina, Nereu do Vale Pereira, Rodrigo Oliveira prestou uma homenagem a todos os investigadores e historiadores que, nos dois lados do Atlântico, conseguiram resgatar esta herança, através de inúmeras pesquisas académicas, "contribuindo para a divulgação da expressiva presença açoriana em inúmeros municípios do Estado de Santa Catarina", bem como para a "divulgação das manifestações legadas pelos pioneiros açorianos e a forma impressionante com que, passados mais de dois séculos e meio, continua vibrante, dinâmica e enraizada na forma de ser e estar do povo catarinense ”.

O Subsecretário Regional relembrou ainda, no contexto das celebrações que decorrem este ano, a importância da Universidade dos Açores no estabelecimento, na primeira metade da década de oitenta, das primeiras pontes entre a Região e as instituições culturais e de investigação do sul do Brasil, como o Instituto Histórico e Geográfico de Santa Catarina e a Universidade Federal de Santa Catarina.

Na sua intervenção, salientou também que a Autonomia e os órgãos de governo da Região tiveram um papel fundamental, desde logo pela competência que lhes foi atribuída no âmbito do relacionamento com a Diáspora e, em especial, a partir da criação da Direção Regional das Comunidades, em 1998.

“É a Autonomia que tem permitido à Região aprofundar estes laços, desde logo através das parcerias com a Casa dos Açores de Santa Catarina, fundada com o incentivo e apoio do Governo dos Açores, e o Núcleo de Estudos Açorianos da Universidade Federal de Santa Catarina, apoiando a investigação e o resgate da herança açoriana em dezenas de municípios catarinenses, ou ainda com o envio de livros sobre diversas temáticas de inspiração açoriana a várias instituições, como o Instituto Histórico e Geográfico de Santa Catarina”.

L'état c'est nous

Desde algum tempo que pensava neste título para uma crónica semanal e surgiu após o PS tentar associar a ideia de que o sucesso do conceito constitucional de região autónoma estava intimamente ligado aos bons ofícios da governação.
Agora comprovou-se que Vasco Cordeiro gosta da comparação entre o sucesso da autonomia e o sucesso, ou a falta dele, na governação.
A comprová-lo surge, também, a corrente, ligada ao partido no poder, de que criticar, denunciar e demonstrar a má governação dos Açores seria atacar o conceito de autonomia, a ideia de um governo dos Açores pelos açorianos e em como esse governo cumpre o desígnio constitucional de região autónoma.
A questão não é se isso pode ou não ser comparável. A questão é que quando se faz depender o sucesso da autonomia do sucesso da governação, e que o insucesso da governação seria, portanto, o fracasso da autonomia, pretende-se que quem se opõe à governação, mesmo que esta tenha um péssimo desempenho, deseja o fracasso da autonomia. E isso, mais do que ser falso, assume-se como uma forma fascista de encarar o exercício da governação.
Quando a existência da forma constitucional de região autónoma é posta em causa por se pôr em causa a forma como é exercida a governação e os seus resultados é o mesmo que dizer que para existir autonomia só este governo, este partido e este presidente podem governar, e isso, quer se queira ou não queira, é um regime que, conceptualmente, se define de forma equivalente a um regime fascista. A analogia pode ser feita, o que não se pode fazer é estatuir que por se indiciar o insucesso da governação se está a colocar em causa a existência da autonomia.
Porém, porque a verdadeira história de sucesso da autonomia depende dos Açores serem governados pelos açorianos, e a sua permanente realização depende dos açorianos decidirem o seu futuro, quando nos vemos sem poder definir o nosso futuro e dependentes do poder de outros para valer as nossas razões tornamo-nos um poder reivindicativo e não poder deliberativo.
Aí já podemos falar de retrocesso na realização autonómica, no seu devir, na sua concretização.
Na medida em que os resultados da governação limitam a nossa capacidade de decisão, cheios de dívidas, com os piores indicadores sociais e, ainda, com uma tempestade perfeita na agricultura e um resgate nas pescas, aí sim, podemos falar em fracasso do governo autonómico.
Ser o próprio poder instituído a querer estabelecer esta relação umbilical que depois liga a um partido político é, manifestamente, revelador.
No fundo, quando a única intenção é criar um estigma sobre os insucessos e a crise que atravessamos percebemos que estamos perante o pior governo de sempre da autonomia constitucional e democrática.
Um poder com 20 anos que deixa a maior crise de sempre na concretização do regime autonómico de governo próprio, e que se pretende manter, agarrado ao edifício constitucional e na sombra deste, ao mesmo tempo que institui uma partidarização das instituições regionais ou da sociedade civil, e que perante péssimos resultados se vê na necessidade de justificar a sua permanência na governação, materializa, mesmo que em democracia, um absolutismo, em que eles são o Estado e o Estado só se concretiza neles.
Paradoxalmente vemo-nos perante a única resposta deixada como possível para que o sucesso da autonomia não tenha de continuar condicionado aos maus resultados da governação, e que se traduz num imperativo de mudança.

A mudança de que os Açores precisam!

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