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Rádio Graciosa


11 junho 2007

Bovinos bravos açorianos reconhecidos como raça autónoma

A Secretaria da Agricultura e Florestas dos Açores, através da Direcção Regional do Desenvolvimento Agrário (DRDA), e o Ministério da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas celebraram em Angra do Heroísmo, um protocolo destinado a instituir o Registo Zootécnico da Raça Brava bovina do arquipélago.
Esta iniciativa surgiu após estudos desenvolvidos em laboratório e no campo, que consideram ser indispensável assegurar a promoção do toiro bravo com características próprias adaptadas às ilhas dos Açores e que isso só é possível numa concertada melhoria e selecção, conhecendo a ascendência de cada animal, através da realização de um fiável Registo Zootécnico que possa levar à formação futura do Livro Genealógico.
Falando na ocasião, o director regional do Desenvolvimento Agrário, Joaquim Pires, que rubricou o documento em nome da Região, disse que todo este trabalho vem sendo feito em conjunto com os ganaderos e que se torna fundamental garantir a preservação do gado bovino da raça brava nos Açores, dada a importância que a exploração pecuária destes animais assume, em termos ambientais, culturais, históricos e socio-económicos.
A tourada à corda da Terceira, hoje já disseminada por várias das outras ilhas da Região, utiliza este tipo de animais, normalmente criados em terras altas e pedregosas, disponibilizando menores recursos de alimentação e impróprias para a criação de gado bovino de outras raças, pelo que os estudos e o presente protocolo indicam ser necessário melhorar a alimentação e maneio geral nas ganaderias.
Por seu turno, o director-geral de Veterinária, Carlos Agrela Pinheiro, reconheceu a importância deste passo, tendente à institucionalização de mais uma raça bovina portuguesa e garantindo a subsistência da espécie.

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