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24 abril 2020

Bombeiros da Graciosa e Velas impedidos de sair do Corvo após 46 dias de serviço

O PSD/Açores questionou o Governo Regional sobre o facto de um grupo de bombeiros das corporações da Graciosa e Velas, em serviço no aeródromo do Corvo há 46 dias, estar impedido de sair da ilha, lembrando que a Autoridade de Saúde Regional tem autorizado a chegada de alguns passageiros.
Em requerimento enviado à Assembleia Legislativa dos Açores, os deputados João Bruto da Costa e António Pedroso salientaram que, “ao fim de 46 dias desde a chegada ao Corvo, as diligências realizadas pelos bombeiros em apreço para regressar às suas ilhas de residência, ou para saber ao menos qual a data prevista para o efeito, não surtiram ainda efeito”.
Segundo os parlamentares, a substituição dos bombeiros deslocados para prestar o serviço no aeródromo do Corvo, “não havendo possibilidade de ser assegurada por elementos do corpo de bombeiros local, deve ser enquadrada por medidas rigorosas de prevenção do contágio”.
“De facto, a prevenção do contágio na ilha do Corvo tem que ser assegurada, salientando-se que se trata de uma das ilhas até agora sem qualquer caso confirmado de infeção pelo novo coronavírus. Para o efeito, têm de ser tomadas medidas adequadas, que estão disponíveis na Região”, disseram.
Para João Bruto da Costa e António Pedroso, “os bombeiros que vão substituir os colegas deslocados no Corvo terão, naturalmente, de estar disponíveis para se submeter a todas as medidas consideradas adequadas pela Autoridade de Saúde para poderem desempenhar a missão de que estão incumbidos”.
Os deputados do PSD/Açores pretendem saber se o Governo Regional “está disponível para assegurar a adoção de procedimentos rigorosos de prevenção do contágio na operação de substituição dos elementos dos corpos de bombeiros da Graciosa e Velas deslocados em serviço no aeródromo do Corvo”.

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