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10 janeiro 2020

João Costa denunciou que Graciosa está sem areia e governo esclarece que situação está quase resolvida

O deputado do PSD/Açores João Bruto da Costa alertou para a “falta de areia” destinada à construção civil na Graciosa, tendo exigido ao Governo Regional a “rápida resolução” de um problema que está a prejudicar a economia da ilha.
“A importação de areia para atividade de construção civil tornou-se regra na ilha Graciosa. Sucede que, aparentemente por avaria do navio de transporte de areia, a Graciosa está com falta daquela matéria-prima, essencial ao prosseguimento de obras em curso na ilha. Tal situação é muito penalizadora para a economia local, cujas fragilidades são conhecidas”, afirmou o social-democrata.
Em requerimento enviado à Assembleia Legislativa dos Açores, João Bruto da Costa salientou que, devido à falta de areia na ilha Graciosa, empresas do ramo da construção civil foram obrigadas a suspender a sua atividade.
O deputado social-democrata questionou o executivo açoriano sobre o assunto, no sentido de saber se o Governo Regional “pretende proceder à rápida resolução desta matéria através de uma atuação empenhada na atenção para com situações de isolamento que prejudicam a ilha Graciosa”.

O Governo dos Açores emitiu um esclarecimento em que diz que “a Dunamagnata, uma das empresas licenciadas para efetuar dragagens de areia nos Açores, retomou a atividade após avaria da sua draga, estando a aguardar vistoria da Direção Geral de Recursos Marítimos (DGRM) para poder navegar para as ilhas do Grupo Central, a fim de as abastecer de areia”.
 Afirma o governo que desta forma, “será possível fazer face à necessidade de areia que se começa a registar em algumas ilhas, como é o caso da Graciosa”.
Na Região estão licenciadas para a extração de areia duas dragas de empresas privadas, uma de São Miguel, a Dragocidental, da empresa Dunamagnata, e outra do Faial, a Coral da Horta, da empresa Ilha Azul.
A licença prevê a obrigatoriedade de fornecimento de areia às ilhas para as quais solicitaram autorização. A empresa Ilha Azul está licenciada para todas as ilhas, sendo que a empresa Dunamagnata tem licença para todas as ilhas, à exceção das Flores e do Corvo.
Em setembro, a Coral da Horta foi abalroada por um navio de transporte de cereais, tendo ficado inoperacional, sendo que, em outubro, também a Dragocidental foi obrigada a parar a sua atividade devido à necessidade de substituição do motor.
Salienta o Governo que, “na altura, todas as ilhas tinham stocks de areia”.

A Direção Regional dos Assuntos do Mar e a Direção Regional das Obras Públicas e Comunicações “têm estado em permanente contacto com os operadores no sentido de obter informação quer sobre os stocks de areia existentes, quer sobre a data do início das dragagens na Região, sendo que a empresa Ilha Azul havia dado a indicação de que no final de novembro teria a draga operacional, o que acabou por não se verificar.
A Direção Regional dos Assuntos do Mar está a envidar todos os esforços para que o arquipélago possa ser abastecido com esta matéria, não pondo em causa as diversas atividades económicas que dela dependem.

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