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02 junho 2017

Graciosenses nos últimos preparativos para os bodos de Espírito Santo

Na ilha Graciosa realizam-se, este fim de semana, os tradicionais bodos de Espírito Santo, em que são distribuídas rosquilhas pela população e irmãos de cada Irmandade.
A semana que está a terminar foi de muito trabalho, com o reunir das pessoas e o confeccionar das rosquilhas, que em alguns casos foram cozidas nas padarias da ilha, que assim ajudam também a manter esta tradição Graciosense.
O vinho, a massa doce e o arroz doce também fazem parte da ementa destes dias, em que o prato principal é Sopa do Espírito Santo, com o respectivo cozido.
Realizam-se um total de 6 bodos, por todas a freguesias do concelho, que distribuem alguns milhares de rosquilhas. O bodo da Ribeirinha é sempre o que tem mais irmãos e como tal, o que confecciona mais rosquilhas.

Os Açores, e as comunidades de origem açoriana, constituem os últimos redutos onde os Impérios do Divino Espírito Santo, mantêm todo o seu vigor.
A Coroação é feita após o termo da missa e consiste na colocação, pelo sacerdote, da coroa na cabeça do imperador ou das pessoas que ele designar, e na imposição do ceptro, que depois de beijada a pomba que o encima, é empunhado pelos coroados. No 7.º domingo após a Páscoa (dia de Pentecostes) realiza-se o bodo.
Nesse dia, o cortejo depois de sair da igreja dirige-se ao império, sendo as coroas e bandeiras aí colocadas em exposição. Frente ao império, em longos bancos corridos são colocadas as esmolas, que depois de abençoadas são distribuídas. Entretanto são arrematadas as oferendas, normalmente gado, alfenim e massa sovada.
O bodo é organizado e gerido pelo mordomo e por quem ele designe. Terminado o bodo as coroas recolhem em cortejo a casa do mordomo. A segunda-feira imediata é o Dia dos Açores, ou dia da pombinha.A esmola ou pensão é constituída por uma porção de carne de vaca (de gado especialmente abatido para o efeito), por um pão de cabeça (ou pão do bodo), e por vinho de cheiro. É distribuída aos irmãos que as pretenderem e às famílias mais necessitadas. A função é uma refeição ritual servida a um numeroso grupo de convidados por um dos irmãos, normalmente em resultado de um voto ou promessa. A refeição consiste de “sopa do Espírito Santo”, o cozido de carne, a massa sovada e arroz doce polvilhado com canela. Na Terceira é por vezes incluída a alcatra, um prato de carne cozinhada em vinho num alguidar de barro. A função simboliza a partilha e é servida na presença das coroas e da bandeira, sendo acompanhada por cantigas alusivas ao Império do Divino Espírito Santo, normalmente cantadas por foliões.

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