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12 maio 2017

Berta Cabral e António Ventura questionam falta de efetivos da PSP

Os deputados do PSD/Açores na Assembleia da República questionaram esta semana a Ministra da Administração Interna sobre "a não colocação de agentes da PSP na Região" e, particularmente, sobre "o encerramento da esquadra da Graciosa, situação recorrente quando o único agente de serviço faz a segurança no aeródromo da ilha".
Na pergunta escrita, enviada a Constança Urbano de Sousa, Berta Cabral e António Ventura lembram que a falta de efetivos da PSP nas esquadras açorianas "é um assunto que tem motivado o protesto das populações das várias ilhas", frisando que "são mais de 200 os agentes em falta no comando regional e em todas as esquadras da Região", adiantam.
Os deputados social democratas recordam que a Ministra da Administração Interna prometeu a colocação "de 50 agentes nos Açores, e até agora apenas chegaram 25. Sendo certo que alguns dos que prestavam serviço no arquipélago já saíram para outras zonas do país", alertam.
"Já passou mais de um ano e meio de governo socialista em funções, e a promessa da Ministra da Administração Interna ainda não foi cumprida", referem Berta Cabral e António Ventura, para quem é preocupante que haja "um sentimento de insegurança  que aumenta. E é apenas graças à abnegação e sentido de responsabilidade dos agentes e dos seus responsáveis que se continua a colocar a segurança e o bem-estar das populações em primeiro lugar", acrescentam.
Às queixas de falta de efetivos acresceu agora uma recente orientação superior "que impede os agentes de fazerem serviço gratificado fora do horário de trabalho, por falta de orçamento para o efeito", explicam.

Quanto à esquadra da Graciosa, os deputados referem que, "no passado dia 1 de Maio, a única esquadra existente na ilha teve que encerrar, pois o único agente de serviço foi fazer a segurança no aeródromo local, durante o horário normal de trabalho".
"São várias as esquadras da PSP dos Açores a ter de encerrar ao longo do dia, quando o agente que se encontra a prestar serviço é chamado para alguma ocorrência, situação que é absolutamente inaceitável", consideram.

Segundo Berta Cabral e António Ventura, "o Governo da República deve entender que a PSP é uma Polícia Nacional, e que se deve adequar à realidade das ilhas, já que não é possível, em situações de emergência e criticas, deslocar efetivos para os Açores como faz entre distritos do continente", para além de que se está a “falar de segurança e de vidas humanas, pelo que este problema tem de ser visto com seriedade, e têm de ser adotadas medidas que forneçam às ilhas o número de efetivos que é necessário", concluem.

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