A SATA informou a tutela que pretende
reforçar, no período entre final de Julho e Agosto, a disponibilidade de
lugares e de carga na sua operação entre as ilhas.
“A SATA informou a tutela que pretende
proceder a este reforço à escala regional em mais de 6.400 lugares, com a
criação de 52 novos voos e com a alteração de equipamento em 99 voos,
aumentando, por essa via, a capacidade desses voos, o que dá um reforço da
capacidade de carga de mais 96 toneladas”, frisou Vasco Cordeiro.
Segundo Vasco Cordeiro, esse reforço da
operação da companhia aérea açoriana constitui um “bom sinal de que a
mobilidade servida pelo novo modelo de acessibilidades aéreas à Região está,
conforme esperávamos, a produzir efeitos em todas as ilhas, no que tem a ver
com o transporte aéreo”.
O PSD/Açores assinala com satisfação o
anúncio feito pelo governo regional dos Açores de que a SATA irá proceder
durante o próximo mês a um reforço significativo das ligações aéreas
inter-ilhas, assim como das ligações entre os Açores e o exterior.
Esta era uma necessidade evidente que só o
governo regional e a SATA ainda não tinham percebido e que estava a provocar
fortes constrangimentos na mobilidade dos açorianos.
De facto, como é do conhecimento público, o
reforço das ligações da SATA tem sido uma exigência de generalidade dos
açorianos de todas as ilhas que têm feito chegar ao PSD/Açores as suas
preocupações para com mais este sinal de incapacidade do governo regional e da
empresa por si tutelada para prever necessidades e para preparar as suas operações
de forma a não prejudicar as nossas ilhas.
O Presidente do Grupo Parlamentar do CDS-PP Açores, Artur
Lima, acusou, esta quarta-feira, a SATA Air Açores de estar a “falhar a sua
principal missão” de serviço público nas ligações inter-ilhas, apesar de
receber “milhões de euros” do Governo Regional, denunciando a falta de lugares
disponíveis nos voos internos.
“A SATA está a falhar naquela que é a sua principal missão,
que é serviço público na Região Autónoma dos Açores, pela qual vai receber,
para os próximos cinco anos 135 milhões, isto é, 27 milhões de euros por ano”,
frisou Artur Lima, numa conferência de imprensa, na Aerogare Civil das Lajes,
na Praia da Vitória.
“Um Açoriano que queira ir visitar um familiar a outra
ilha, não vai, porque não tem lugar na SATA; um empresário que queira ir fazer
negócio a outra ilha, não vai, porque não tem lugar na SATA; uma família que
queira ir de férias para outra ilha, promovendo o turismo interno, não vai,
porque não tem lugar na SATA. A SATA está a falhar naquela que é a sua
principal missão, que é assegurar o serviço público na Região”, advertiu.
Para o Presidente e Líder Parlamentar democrata-cristão
açoriano a responsabilidade desta falta de resposta de qualidade aos Açorianos
“é do conselho de administração” da empresa, mas, “sobretudo da negligência do
Governo Regional, único acionista, que não consegue dar orientações claras”.



quinta-feira, julho 23, 2015
Rádio Graciosa