O Presidente do Governo
manifestou-se hoje “inteiramente disponível” para, com urgência, concertar com
o Governo da República uma solução que responda aos desafios com que está
confrontado o serviço público de rádio e televisão nos Açores.
“O Governo dos Açores
assume-se, como se tem assumido ao longo deste processo, como um garante do
diálogo e da concertação com o Governo da República”, afirmou Vasco Cordeiro, que
falava numa interpelação ao Executivo na Assembleia Legislativa da Região
Autónoma dos Açores.
Perante os deputados,
Vasco Cordeiro considerou ser possível chegar a acordo com o Governo da
República, mesmo que isso implique “sentar à mesa” com o Ministro Miguel
Poiares Maduro para resolver as diferenças entre as duas partes.
“O Governo não está
acantonado numa proposta em concreto. O que nós queremos é a definição de um
futuro para o serviço público de rádio e televisão nos Açores, que tarda e que
urge, por diversos motivos. Temos propostas e estamos abertos a propostas”, assegurou.
“Nós entendemos que uma
das razões pelas quais este serviço público chegou ao ponto a que chegou foi
pela ausência de um centro de decisão regional. Ou seja, pela ausência do
conhecimento do meio, da envolvência e das especificidades que a prestação
deste serviço apresenta numa região arquipelágica, como é o caso dos Açores”,
afirmou o Presidente do Governo.
Vasco Cordeiro salientou
que, do ponto de vista de substância, a Assembleia Legislativa tem já trabalho
produzido, nomeadamente um relatório da anterior legislatura que dá nota do que
deve ser o serviço público de rádio e televisão na Região Autónoma dos Açores.
Relativamente à proposta
apresentada recentemente pelo Governo da República, Vasco Cordeiro reafirmou
que se trata de um “exercício de engenharia administrativa e financeira” e que
não dá resposta aos desafios com que o serviço público de rádio e televisão
está confrontado na Região.
O trabalho de auscultação
que o Governo dos Açores tem feito, desde logo, dos partidos políticos, da
Subcomissão de Trabalhadores e do Representante da Região no Conselho de
Opinião da RTP, assim como os contactos mantidos com o Conselho de Opinião,
levam à certeza de que esta proposta não resolve esses desafios, afirmou.



quarta-feira, maio 07, 2014
Rádio Graciosa