O governo regional “tem de
decidir se quer defender uma solução para a RTP e para a RDP nos Açores ou se
quer utilizar os problemas do serviço público de audiovisual na Região como
arma de arremesso partidária”, defendeu no parlamento regional, o presidente do
PSD/Açores.
Duarte Freitas lamentou,
por isso, “aquela que parece ser uma tentativa do governo regional e do Partido
Socialista de provocar divergências quando todos devem estar unidos no
essencial: a defesa do serviço público de rádio e televisão nos Açores”.
Para o presidente do
PSD/Açores é, assim, “essencial que se encontre uma solução” aproveitando “a
abertura que foi demonstrada pelo ministro Poiares Maduro aquando da sua
recente deslocação ao arquipélago”.
Para o Bloco de Esquerda “ualquer tentativa de
dividir a RTP/Açores em duas empresas será sempre uma forma de concretizar
despedimentos que o Governo da República não quer, neste momento, assumir”,
alerta Paulo Mendes, deputado do Bloco de Esquerda.
O BE considera inaceitável qualquer proposta que
pretenda dividir a RTP/Açores, e defende que, sendo o cumprimento do Serviço
Público de Rádio e Televisão nos Açores uma responsabilidade do Estado, a
estação regional de rádio e televisão deve manter-se dentro do universo da
empresa RTP, salvaguardando-se sempre a sua devida autonomia financeira,
administrativa e editorial, assim como a existência dos actuais três centros de
produção.
Artur
Lima do CDS-PP apelou ao diálogo entre República e órgãos do governo na região,
acrescentando que “não
há inocentes nesta história. Quando eu ouço dizer que não se sabe que serviço
público se quer para os Açores fico espantado, porque esta Assembleia contratou
a um grupo de trabalho um extraordinário trabalho sobre a definição dos
conceitos de serviço público… este trabalho é que tem que servir de referência
para o futuro da RTP Açores. Não percebo o que é que falta para se dar o passo
decisivo”, prosseguiu o Líder Parlamentar popular.
Artur Lima voltou a salientar que “a RTP Açores
precisa ser reestruturada porque como está não serve os Açores”, pelo que
apelou para que se “comecem a tomar decisões”, até porque “já temos matéria
suficiente para começar a tomar decisões. Sentemo-nos todos e vamos fazer este
trabalho”, concluiu.
Paulo Estêvão do PPM, partido que interpelou o
governo sobre o assunto, referiu que “esta questão da RTP Açores constitui uma prova de
fogo em relação à nossa capacidade de decidir e resolver um problema. Há
demasiados anos que esta questão se arrasta e que aqui chovem discursos sem que
a aridez do problema se resolva. Pelo contrário, a situação da RTP Açores não
para de agravar-se, de ano para ano.” Nestas circunstâncias, importa preservar
as condições de diálogo e negociar de forma correta e credível.



quarta-feira, maio 07, 2014
Rádio Graciosa
