Traduzir

Rádio Graciosa


21 fevereiro 2013

Zuraida Soares diz que é constante a suborçamentação da Saúde


No âmbito da Interpelação ao Governo Regional sobre a sustentabilidade do sector, iniciativa da representação parlamentar do BE, Zuraida Soares defendeu que o Orçamento de Base Zero “seria um poderoso instrumento para acabar com a constante suborçamentação da Saúde, muito responsável pela dívida com que hoje nos confrontamos”, que foi “contraída por sucessivas e teimosas más práticas, da responsabilidade do Partido Socialista, o qual, para a esconder, deitou mão a instrumentos de endividamento engenhosos” como os Hospitais-Empresa e a Saudaçor, que “mais não são do que, por um lado, puzzles de uma engenharia financeira e, por outro, garantias de clientelismo político”.
A deputada do BE considera que o Orçamento de Base Zero seria, também, um útil instrumento para combater os interesses instalados, as derrapagens orçamentais, e os contratos não cumpridos mas pagos, à cabeça, a preço de ouro.
No debate, Zuraida Soares salientou outras propostas do Bloco de Esquerda – que foram já formalmente entregues ao Governo – para resolver os problemas do sector da Saúde: o cabal financiamento anual do Serviço Regional de Saúde, a prioridade absoluta aos serviços primários de saúde, o encerramento da Saudaçor, o fim das Parcerias Publico-Privadas, e o início de um processo de separação completa entre o sector público e o sector privado.

No âmbito da discussão sobre a saúde, Luís Cabral, Secretario Regional da Saúde  salientou que a discussão sobre o Serviço Regional de Saúde não se pode reduzir, tal como acontece no debate gerado pelos partidos da oposição, “a verbas, dívidas e números, e a uma ideia generalizada de que não há nada bom”
“Não é verdade. Todos os dias, nos Hospitais e nas Unidades de Saúde dos Açores, centenas de médicos, enfermeiros, técnicos de diagnóstico, assistentes técnicos, assistentes operacionais e muitos outros profissionais, trabalham dedicadamente, dando consultas, fazendo tratamentos, exames, cirurgias, curando e salvando pessoas. Esse é o dia normal dos Hospitais e dos Centros de Saúde. Tratar das pessoas, com empenho e utilizando todos os conhecimentos científicos e os meios que estão ao seu alcance.”, Afirmou.

Luís Maurício, do PSD, frisou que as responsabilidades financeiras da Região, ao nível do setor da Saúde, atingiam, "segundo números oficiais da Inspeção Geral de Finanças no final de 2011, cerca de 706 milhões de euros, acrescidos dos 331 milhões e 700 mil euros da parceria público-privada do Hospital da Ilha Terceira, mais as dívidas bancárias desde então assumidas. São mais de 1000 milhões de euros", afirmou.
Mas, para o PSD/Açores, "a questão dos números não deve ser vista apenas de uma forma absoluta, porque mais que a questão financeira interessam as pessoas, e a consequência do encargo determinado pela atual dívida, perante a economia local, provoca situações muito complicadas para os cidadãos", criticou.
"A ausência, mesmo que temporária, de medicamentos nas farmácias, causa direta dos valores em falta com os armazenistas, que não têm por isso liquidez para encomendar os produtos aos laboratórios, leva a que haja receitas suspensas e esperas até na aquisição dos medicamentos pelos açorianos. Para além dos problemas no funcionamento das unidades de saúde", sustentou.
Luís Maurício realçou a atitude construtiva do PSD/Açores, assegurando que "as nossas intenções entroncam nas necessidades das pessoas, e passam naturalmente pela solução relativa às listas de espera para cirurgias e consultas um pouco por toda a Região".

Acompanhe tudo o que se passa na ALRAA aqui na Rádio Graciosa

Twitter Facebook Favorites More