A Filarmónica Recreio dos Artistas foi fundada a 1 de
Janeiro de 1913, na Vila de Santa Cruz da Graciosa.
Foram seus fundadores, Francisco Cordeiro, João
Medina, Manuel Lima, Tomaz da Cunha, António Ramos,
Edmundo Ribeiro, Hermenegildo Aranha, Francisco Cordeiro Júnior, António da
Silva Júnior, Armando Ávila e Frederico Bettencourt.
O surgir da Filarmónica Recreio dos Artistas está
ligado à "Liberdade", banda em que houve uma divisão que levou alguns
músicos que se tinham afastado e formar a nova filarmónica, que ao longo dos
100 anos da sua existência tem vindo a colaborar no desenvolvimento cultural e
recreativo do seu meio.
Ao longo do seu percurso foram vários os regentes da
Filarmónica recreio dos Artistas, recordamos entre eles, Francisco Cordeiro Júnior,
seu primeiro regente, Manuel Medina, Padre Virgínio Machado, Raul Coelho,
Manuel Barros, Viriato Batista, Gabriel Cunha, padre Simões Borges, Manuel
Cordeiro, Rufino Cordeiro, Acácio Cabeceiras, Igor Dykiy e Vânia Bettencourt a
actual maestrina,
Vários altos e baixos tem marcado o percurso da
Recreio dos Artistas, que passou por inúmeras crises, mas delas todas conseguiu
sair, graças ao esforço dos seus dirigentes,
A primeira sede foi uma casa na Rua Infante D. Henrique,
hoje casa de morada de Manuel Melo, seguindo-se o edifício que hoje alberga a
Caixa de Crédito Agrícola e depois passa-se para a sua actual sede, adquirida
em Fevereiro de 1945.
A actual sede pertencia na época à família de Silvino
Cardoso, que a vendeu por 25 mil escudos. Este dinheiro foi emprestado por Cidália
Coelho à direção da época, constituída por João Melo, Tomaz Cunha e Mário
Santos. De lá para cá foram feitas várias tentativas de venda do imóvel, com
vista a construção de uma sede de raiz, objectivo nunca concretizado. Em 1987
começam as maiores obras raiz da atual sede, muito polémicas no tempo, pelas
mãos da direção liderada por Luís Correia do Carmo Bettencourt. Estas obras
foram inauguradas em 1988. Mais tarde foram realizadas adaptações, já pela
direcção de José Bettencourt, que incidiram em especial sobre a cerca.
Com um edifício central, rapidamente se tornou o centro
cultural da vila. Convívios dançantes, teatro, revistas, e sessões de cinema na
sua cerca marcam também a sua história.
O Carnaval também foi sempre muito comemorado por
esta casa, donde surgiram vários grupos musicais, não esquecendo as modas de
viola e as fantasias de Carnaval, sempre muito elaboradas e imaginativas.
Esta coletividade fez digressões por diversas Ilhas dos Açores e em 1968
participou num concurso organizado pela FNAT na cidade de Angra do Heroísmo e
obteve o 1.º lugar. Em 1993 deslocou-se à Ilha do Faial e toca na Festa dos
Flamengos, em 1994 desloca-se à Ilha Terceira e toca na Festa das Lajes, em
1995 desloca-se novamente à Ilha Terceira e toca nas Festas Sanjoaninas, em
1996 desloca-se à Ilha do Pico e toca nas Festas dos Baleeiros na Vila das
Lajes, em 1999 desloca-se à Ilha das Flores e toca nas Festas do Divino
Espírito Santo na Vila de Santa Cruz e no ano de 2000 deslocou-se à Vila das
Velas na Ilha de S. Jorge e teve a honra de ser a única a banda a tocar na
Inauguração da Praça de Toiros e ainda participou no desfile de bandas e fez um
concerto e no ano de 2001 deslocou-se à Vila da Povoação para tocar na
procissão de Nossa Senhora Mãe de Deus e ainda fez um concerto no Coreto da
Praça daquela Vila, em 2003 foi á Ilha da Madeira e lá fez três concertos e
tocou numa Procissão, de realçar o concerto realizado no Faial por ser
integrado no Festival Internacional que ali se realiza todos os anos no mês de
Agosto, em 2004 deslocou-se à Ilha de S. Miguel para tocar na Festa do Senhor
da Pedra na Vila a Lagoa e em 2005 deslocou-se aos Estados Unidos da América do
Norte e lá tocou nas Grandes Festas de Fall River, na Festa da Senhora do Loreto
na cidade de Lowell, nas Festas da Cidade de Pataca e ainda tocou nas cidades
de Peabody e Cambdrig, finalmente em 2007 actuou nas festas concelhias da Praia
da Vitória na ilha Terceira.
Em 1990 esta colectividade adquiriu o Estatuto de Pessoa Colectiva de Utilidade Pública. Está inscrita sob o n.º 3.831 no Centro de Cultura e Desporto do INATEL. É sócia fundadora da Federação de Bandas Filarmónicas dos Açores.
Tem para além da banda, um Quarteto de Saxofones, Orquestra Ligeira, Grupo de Violas, Escola de Música e Conjunto Musical.
Filarmónica Recreio dos Artistas, uma instituição centenária, que tem tido um papel fundamental na dinamização cultural da Vila de Santa Cruz da Graciosa.


sexta-feira, janeiro 11, 2013
Rádio Graciosa

