Era filho do Graciosense Antero Veríssimo
da Cunha, militar e de Catarina Isaura Magalhães de Mendonça e Cunha, natural
da Ilha Terceira, casal que morava na Ilha Terceira.
Estudou no Liceu Nacional de
Angra do Heroísmo e prosseguiu estudos na Universidade de Lisboa, onde se
licenciou em Direito.
Foi um grande diplomata, carreira
em que se revelou brilhante e foi especialista em protocolo de estado.
Como embaixador e ao longo do seu
percurso prestou serviços relevantes ao país na França, mais concretamente na
NATO, no Egipto, na Espanha, na Tailândia, na Grécia, na Argentina, no Uruguai,
no Paraguai e no Vaticano, um dos cargos mais ambicionados pelos diplomatas.
Foi o primeiro embaixador de Portugal,
na Santa Sé e em Banguecoque, onde esteve acreditado entre 1966 e 1970.
Hélder Mendonça e Cunha foi também
chefe de Protocolo de Estado, antes e depois do 25 de Abril, tendo sido um dos
maiores especialistas portugueses em protocolo de Estado, reconhecido
internacionalmente, matéria sobre a qual escreveu a obra "Regras do
cerimonial Português, datado de 1988.
Recebeu condecorações das mais
altas atribuídas no nosso país, nomeadamente as Grã-Cruzes da Ordem de Cristo e
do Infante Henrique, entre outras condecorações portuguesas e também várias
distinções e condecorações estrangeiras.
Em maio de 2008 foi condecorado a
título póstumo pelo Governo Regional, com a Insígnia de Mérito Profissional.
A Comenda do embaixador Hélder Mendonça e Cunha, foi oferecida ao Museu da Graciosa, que já possui uma pequena parte do seu vasto espólio que deixou no nosso país.
Hélder de Mendonça e Cunha era um
homem de carácter fino e movimentou-se entre a classe grada e cultural dos países
por onde passou. Durante a sua carreira lidou com os mais altos governantes de
diversos países e membros da monarquia.
Todo o seu percurso profissional que o levou pelo
mundo, não apagaram a Graciosa do seu pensamento e por isso no seu testamento
deixou ao Museu de Santa Cruz da Graciosa uma grande parte do seu espólio. O
Museu possui uma cadeira de transporte, o seu uniforme de diplomata,
condecorações, um retrato pintado à mão e uma coleção de bengalas.
Hélder Mendonça e Cunha viveu os últimos anos de
vida na sua casa de Lisboa, junto às muralhas do Castelo de São Jorge.
Morreu a 9 de Março de 1992, com 72 anos de idade,
de um percurso de vida notável, que ainda hoje é conhecido e tido como
referência. Mais um notável que a Rádio Graciosa presta a sua homenagem.



sexta-feira, janeiro 11, 2013
Rádio Graciosa
