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Rádio Graciosa


13 julho 2012

Notável desta semana é Gui Hebber Bettencourt Louro


Gui Hebber Bettencourt Louro nasceu a 13 de Fevereiro de 1936, em Santa Cruz da Graciosa. Político de referência nesta Ilha cedo se deu envolveu na sociedade Graciosense em prol dos outros.

 Antes de se dedicar à vida pública o senhor Gui foi funcionário do tribunal e, nessa qualidade, chega a viver alguns anos na vizinha ilha Terceira. Quando regressa dedica-se ao comércio e, mais tarde, concorre e exerce funções na biblioteca ambulante da Fundação Calouste Gulbenkian.



Homem de Causas foi fundador do então Partido Popular Democrático, foi eleito presidente da Câmara Municipal de Santa Cruz da Graciosa nas primeiras eleições para o poder municipal livre, foi reeleito e exerceu o cargo até ao dia da sua morte.



Foi a voz dos graciosenses, no dia 11 de Julho de 1981, quando a “Ilha Branca” passou, para além do mar, a estar ligada aos Açores e ao mundo também pelo transporte aéreo, com a inauguração do seu aeroporto.

Fez um discurso interrompido, de quando em vez, por silêncios em que fartas lágrimas escorriam pelo seu rosto. A emoção tomou conta de muitos dos presentes, que, naquele momento, também sentiram um aperto no peito. Foi a intervenção, de corpo e alma, de um homem que representava o seu povo num momento histórico em que se rompia definitivamente com um isolamento de séculos.



Gostava de participar em caçadas com os amigos, que acabavam, invariavelmente, em alegres jantaradas. O mergulho era uma das suas paixões, e chegava mesmo a dizer que era no mar que se sentia verdadeiramente livre. Dedicava-se também a tratar da sua colecção de selos.



O sismo de 1980 foi outro acontecimento que viveu enquanto exercia cargo público e nessas funções impulsionou a constituição da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários da Ilha Graciosa, da qual foi sócio fundador.




Foi, ainda, durante um mês, deputado na Assembleia Regional dos Açores.

Gui Louro foi um político decidido e que acreditava no que fazia, intransigente, sonhador e defendia a sua ilha como ninguém. Pela sua terra fez o melhor que soube e pôde, sem nunca esperar nada em troca, vinha a falecer a 16 de Março de 1982.
Mais um notável que a Rádio Graciosa presta aqui a sua devida homenagem.

Texto adaptado da homenagem feita pela Governo Regional no dia 28 de Maio, Dia dos Açores e adaptação da publicação do deputado José Ávila no blogue temponovo.blogspot.com


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