Gui Hebber Bettencourt Louro
nasceu a 13 de Fevereiro de 1936, em Santa Cruz da Graciosa. Político de
referência nesta Ilha cedo se deu envolveu na sociedade Graciosense em prol dos
outros.
Antes de se dedicar à vida
pública o senhor Gui foi funcionário do tribunal e, nessa qualidade, chega a
viver alguns anos na vizinha ilha Terceira. Quando regressa dedica-se ao
comércio e, mais tarde, concorre e exerce funções na biblioteca ambulante da
Fundação Calouste Gulbenkian.
Homem de Causas foi fundador do então
Partido Popular Democrático, foi eleito presidente da Câmara Municipal de Santa
Cruz da Graciosa nas primeiras eleições para o poder municipal livre, foi
reeleito e exerceu o cargo até ao dia da sua morte.
Foi a voz dos graciosenses, no dia
11 de Julho de 1981, quando a “Ilha Branca” passou, para além do mar, a estar
ligada aos Açores e ao mundo também pelo transporte aéreo, com a inauguração do
seu aeroporto.
Fez um discurso interrompido, de
quando em vez, por silêncios em que fartas lágrimas escorriam pelo seu rosto. A
emoção tomou conta de muitos dos presentes, que, naquele momento, também
sentiram um aperto no peito. Foi a intervenção, de corpo e alma, de um homem
que representava o seu povo num momento histórico em que se rompia
definitivamente com um isolamento de séculos.
Gostava de participar em caçadas com os amigos, que acabavam,
invariavelmente, em alegres jantaradas. O mergulho era uma das suas paixões, e
chegava mesmo a dizer que era no mar que se sentia verdadeiramente livre.
Dedicava-se também a tratar da sua colecção de selos.

O sismo de 1980 foi outro
acontecimento que viveu enquanto exercia cargo público e nessas funções
impulsionou a constituição da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários
da Ilha Graciosa, da qual foi sócio fundador.
Foi, ainda, durante um mês,
deputado na Assembleia Regional dos Açores.
Gui Louro foi um político decidido e que acreditava no que fazia,
intransigente, sonhador e defendia a sua ilha como ninguém. Pela sua terra fez
o melhor que soube e pôde, sem nunca esperar nada em troca, vinha a falecer a
16 de Março de 1982.
Mais um notável que a Rádio Graciosa presta aqui a sua devida
homenagem.
Texto adaptado da homenagem feita
pela Governo Regional no dia 28 de Maio, Dia dos Açores e adaptação da publicação
do deputado José Ávila no blogue temponovo.blogspot.com



sexta-feira, julho 13, 2012
Rádio Graciosa
