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Rádio Graciosa


20 fevereiro 2008

Artur Lima critica “ataque inqualificável” do PSD ao CDS.

“Esta pálida sombra do que já foi o PSD, anda ciumenta e invejosa das vitórias do CDS-PP, apesar da nossa dimensão”. Foi assim que Artur Lima, Líder Parlamentar do CDS-PP Açores, numa Declaração Política que marcou o arranque dos trabalhos parlamentares deste mês de Fevereiro, caracterizou a postura recente do PSD/Açores.
“Embora ainda estejamos longe do ciclo de eleições, nomeadamente das Regionais, o clima que paira nos ares da política açoriana não é sereno, nem dignificante”, afirmou Artur Lima para justificar o seu discurso severamente crítico do PSD de Costa Neves.
“O CDS-PP entende que é indispensável olhar para o que se tem estado a passar, fazer uma interpretação das causas e dos respectivos efeitos e alertar para as consequências”, disse o popular ao considerar que “o Parlamento é o local institucional apropriado para o fazer”.
Artur Lima entendeu que devia avançar para tal Declaração Política agora “com o desejo de não sermos obrigados a voltar a fazê-lo mais vezes”.
O popular salienta que quer “respeitar”, mas “temos o direito de exigir que nos respeitem. Todos: sejam Governo ou outras oposições”.
Em causa, segundo o democrata-cristão, está o facto do “PSD geneticamente alterado por este seu presidente”, andar a desferir “o mais inaceitável e infame ataque ao CDS-PP e ao seu líder”.
Exemplificando, Artur Lima lembrou que o PSD não votou favoravelmente a nova Lei Eleitoral dos Açores porque “começava a gula devoradora da presidência do PSD para impedir que outros e sobretudo o CDS-PP, elegessem mais deputados para o parlamento”; depois foi uma entrevista radiofónica onde Costa Neves afirmou que o “PP-CDS ou CDS-PP não existe”; de seguida foi o recente episódio da revisão do Estatuto Político-Administrativo dos Açores, em que “não sendo deputado, usando e abusando de Jornadas Parlamentares, passando sobre tudo e todos e mesmo sobre os seus, interfere e procura pôr em causa matéria da proposta de Estatuto votada no Parlamento”.
Aliás, recorde-se, na sequência do sucedido o Presidente da Comissão de Revisão teve de vir a público afirmar peremptoriamente: “reafirmo que os 138 artigos do Estatuto foram todos aprovados por consenso e por unanimidade e que tudo é de todos e nada é de ninguém”.
Para além disso, acrescentou Lima, “de referir ainda o estilo de clamorosa demagogia, que não olha a meios para atingir os fins, que se corporiza no ataque refinado, ignóbil e continuado que esta espécie de PSD tem feito numa propaganda boca a boca ou na comunicação social, insinuando ou afirmando que o CDS-PP está feito com o Governo e que já não é oposição à maioria socialista, mas sim ao PSD”.
O Líder popular lamenta a postura e afirma que “para além de falsa, esse tipo de propaganda complexada e sem escrúpulos, que alguns comparam já ao velho estilo soviético, é ridícula; e é, para além do mais, reveladora da impotência do PSD em afirmar-se como alternativa de Governo; e até da incapacidade de se afirmar no seio das forças da oposição”.

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