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Rádio Graciosa


13 julho 2006

ECONOMIA açoriana não é tigre de papel


O Presidente do Governo Regional está apostado nas capacidades de crescimento sustentado da economia dos Açores, em detrimento da adopção de políticas que configurem um desenvolvimento falso. “O pior que me podia acontecer era, daqui a alguns anos, eu, ou algum sucessor, dizer ao primeiro-ministro ou ministro das Finanças: ‘não nos tirem o dinheiro da Lei de Finanças Regionais porque, afinal, o desenvolvimento da Região é um autêntico tigre de papel, é falso”, referiu. O Presidente do Governo considerou que nos Açores “é preciso ter consciência de que o crescimento se deve construir passo a passo, apostando na sustentabilidade e no desenvolvimento integrado”, garantindo que o projecto do seu Governo está desenhado para permitir à Região “respirar com os seus próprios meios no futuro”. Para tal, conta com o apoio do Estado e da União Europeia, no quadro da solidariedade nacional e comunitária, acrescentou, justificando a atribuição de especiais apoios à Região com as condicionantes derivadas de deseconomias de escala associadas à reduzida dimensão de mercado e à dispersão das ilhas. Carlos César admitiu ainda que reconhece que nem todas as ilhas e lugares se podem desenvolver ao mesmo ritmo, dadas as condicionantes de mercado que está empenhado em minimizar, mas sublinhou que importa promover os Açores no seu conjunto, desafiando os que “têm dinheiro no banco” a investir na Região.

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