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Rádio Graciosa


02 março 2006

- Carlos Brum, o Presidente do núcleo empresarial da Graciosa, esteve na comitiva de empresários que, durante 15 dias, conheceu Angola, o país real.

Angola poderá vir a ser um parceiro estratégico para os Açores.
Para isso é necessário conciliar dois factores que se complementam entre si:
os excedentes de alguns produtos açorianos aliado ao conhecimento das necessidades reais de um país atingido pela guerra.
Foi esta a ideia com que ficou a comitiva de empresários que, durante 15 dias, conheceu o país real.
A viagem, proposta pelo Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores, teve por finalidade estabelecer um primeiro contacto para a oportunidade de negócios.
Huambo e Lobito foram as zonas visitadas. Carlos Brum, empresário no sector da agro-pecuária e Presidente do Núcleo Empresarial da Ilha Graciosa referiu -“não haver anteriormente um conhecimento daquela realidade. Muito impressionados ficaram os empresário pelo facto de gaver sectores deficitários.”
Admite que é um pais com necessidades, mas com um potencial muito grande para aquisição de produtos em os Açores são excedentários. Nomeadamente os produtos derivados da Agricultura.
Os principais obstáculos para os empresários Açoreanos, segundo Carlos Brum, serão os transportes, nomeadamente pelos seus custos. Admite também ser um risco investir em Angola, mas é sem duvida um pais com grande potencial económico. Valendo pois a pena correr esse risco.
Os produtos mais facilmente vendáveis são a carne e o leite. Para a Graciosa seria essa uma boa hipótese de ultrapassar o problema das quotas leiteiras, pois a ilha é excedentária nesses produtos, sendo viável a exportação dos mesmos. Para o sector da carne, do qual depende e muito a economia local, seria uma mais valia a exportação da mesma. Para agricultores e empresários.
Graciosa poderá beneficiar de comercialização com Angola.

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