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Rádio Graciosa


03 setembro 2013

Utentes passam a poder escolher o hospital de destino



O Secretário Regional da Saúde procedeu Domingo, à apresentação do Plano de Acção para a Reestruturação do Serviço Regional de Saúde, sublinhando que “à fase da análise e da avaliação, que agora termina, segue-se a fase de executar o que ficou decidido”.

Luís Cabral afirmou que os muitos contributos recebidos “demonstram o interesse por esta matéria e mostram que foi um debate rico, bastante participado e útil, quer pela saudável experiência democrática que proporcionou, quer pela troca de conhecimentos gerada entre as pessoas e os profissionais de saúde”.

“A primeira conclusão que é possível retirar de todo este processo de debate e participação é que o Governo dos Açores, ao contrário do que pretendia alguma oposição, que queria acabar com o debate público, esteve e está certo na aposta da participação cívica e do esclarecimento público”, frisou.

Luís Cabral, como exemplo do “sentido útil do debate”, na questão referente à necessidade de reforçar a articulação e coordenação entre os hospitais da Região e entre estes e as Unidade Saúde de Ilha, referiu que, “ao invés de avançar para a constituição do Centro Hospitalar dos Açores”, foi decidido “lançar mão de instrumentos existentes, como a Saudaçor e a Comissão de Coordenação do Serviço Regional de Saúde, para definir, acompanhar, avaliar e fiscalizar as medidas que visam a uniformização de procedimentos e consequente poupança de recursos”.

Também na sequência dos contributos apresentados, o Secretário Regional salientou que “as especialidades hospitalares mantêm a actual distribuição”.

“A componente da nossa condição arquipelágica foi essencial na reavaliação da proposta inicialmente existente”, afirmou Luís Cabral.

No caso dos centros de saúde da Horta, de Angra do Heroísmo e de Ponta Delgada, que o documento inicial apontava como centros básicos, foi decidido, em função dos fundamentos apresentados, que ficarão como “centros de saúde intermédios”, assegurando as funções diferenciadas que actualmente possuem.

O Secretário Regional da Saúde frisou que apenas sete dos 29 pontos que o documento continha geraram discussão pública, mas salientou que “a reestruturação que se propõe é mais do que isso” e assenta fundamentalmente “numa reorganização dos serviços, visando o ponto de optimização e garantindo a qualidade e a segurança na prestação dos cuidados de saúde”.

No que se refere aos cuidados de saúde hospitalares, o documento prevê a definição de uma carteira de serviços por especialidade nos três hospitais para que exista efectiva complementaridade e articulação entre eles, evitando, sempre que possível, a duplicação desnecessária de investimento e o envio de doentes para as unidades fora da Região.

Por solicitação unânime das ilhas sem hospital, os utentes passam a poder escolher o hospital de destino, em vez da actual rede de referenciação.

“O utente poderá, assim, escolher o hospital em que pretende ser tratado, tendo em conta situações de natureza familiar ou a continuação de tratamentos já iniciados, de modo a manter o seguimento da relação médico utente. Este processo permitirá também que os hospitais criem centros de excelência e invistam na qualidade e na sua diferenciação”, afirmou Luís Cabral.

Fonte: GaCS/RC

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