O Secretário Regional da Saúde procedeu
Domingo, à apresentação do Plano de Acção para a Reestruturação do Serviço
Regional de Saúde, sublinhando que “à fase da análise e da avaliação, que agora
termina, segue-se a fase de executar o que ficou decidido”.
Luís Cabral afirmou que os muitos contributos
recebidos “demonstram o interesse por esta matéria e mostram que foi um debate
rico, bastante participado e útil, quer pela saudável experiência democrática
que proporcionou, quer pela troca de conhecimentos gerada entre as pessoas e os
profissionais de saúde”.
“A primeira conclusão que é possível retirar de
todo este processo de debate e participação é que o Governo dos Açores, ao
contrário do que pretendia alguma oposição, que queria acabar com o debate
público, esteve e está certo na aposta da participação cívica e do
esclarecimento público”, frisou.
Luís Cabral, como exemplo do “sentido útil do
debate”, na questão referente à necessidade de reforçar a articulação e
coordenação entre os hospitais da Região e entre estes e as Unidade Saúde de
Ilha, referiu que, “ao invés de avançar para a constituição do Centro
Hospitalar dos Açores”, foi decidido “lançar mão de instrumentos existentes,
como a Saudaçor e a Comissão de Coordenação do Serviço Regional de Saúde, para
definir, acompanhar, avaliar e fiscalizar as medidas que visam a uniformização
de procedimentos e consequente poupança de recursos”.
Também na sequência dos contributos
apresentados, o Secretário Regional salientou que “as especialidades
hospitalares mantêm a actual distribuição”.
“A componente da nossa condição arquipelágica
foi essencial na reavaliação da proposta inicialmente existente”, afirmou Luís
Cabral.
No caso dos centros de saúde da Horta, de Angra
do Heroísmo e de Ponta Delgada, que o documento inicial apontava como centros
básicos, foi decidido, em função dos fundamentos apresentados, que ficarão como
“centros de saúde intermédios”, assegurando as funções diferenciadas que actualmente
possuem.
O Secretário Regional da Saúde frisou que
apenas sete dos 29 pontos que o documento continha geraram discussão pública,
mas salientou que “a reestruturação que se propõe é mais do que isso” e assenta
fundamentalmente “numa reorganização dos serviços, visando o ponto de optimização
e garantindo a qualidade e a segurança na prestação dos cuidados de saúde”.
No que se refere aos cuidados de saúde
hospitalares, o documento prevê a definição de uma carteira de serviços por
especialidade nos três hospitais para que exista efectiva complementaridade e
articulação entre eles, evitando, sempre que possível, a duplicação
desnecessária de investimento e o envio de doentes para as unidades fora da
Região.
Por solicitação unânime das ilhas sem hospital,
os utentes passam a poder escolher o hospital de destino, em vez da actual rede
de referenciação.
“O utente poderá, assim, escolher o hospital em
que pretende ser tratado, tendo em conta situações de natureza familiar ou a
continuação de tratamentos já iniciados, de modo a manter o seguimento da
relação médico utente. Este processo permitirá também que os hospitais criem
centros de excelência e invistam na qualidade e na sua diferenciação”, afirmou
Luís Cabral.
Fonte: GaCS/RC


terça-feira, setembro 03, 2013
Rádio Graciosa
