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20 março 2020

Governo manifestou necessidade de se efetivar a requisição civil dos trabalhadores portuários

O Governo dos Açores manifestou ao Governo da República a necessidade de efetivar a requisição civil decretada perante a greve dos estivadores no Porto de Lisboa, para que seja possível carregar e descarregar os navios que operam para os Açores.
A secretária Ana Cunha salientou que o Governo dos Açores manifestou “de imediato, a nossa preocupação, ao Governo da República” pelo não cumprimento da requisição civil, tendo solicitado inclusivamente “que se socorressem, se necessário fosse, de forças de segurança para efetivar essa requisição civil”.
A titular da pasta dos Transportes afirmou que o Governo dos Açores já teve “acolhimento a essa proposta" e que "aliás, já era intenção também do Governo da República tornar efetiva a requisição civil, recorrendo-se das forças de segurança, se necessário fosse”, acrescentou.
Ana Cunha referiu que o litígio entre estivadores do Porto de Lisboa e entidades patronais “não é uma ‘guerra’ nossa, nem sobre a qual devamos opinar, porque não a conhecemos em detalhe sequer, nem temos qualquer competência para nos pronunciarmos sobre o litígio entre as entidades em presença".
"O que nos interessa é que temos uma requisição civil de trabalhadores da estiva decretada no dia 17 de março, estamos no dia 19 e os navios continuam sem operar e, portanto, a nossa preocupação é essa neste momento”, frisou.
“Da mesma maneira que nos congratulámos com o facto do Governo da República ter decretado a requisição civil dos trabalhadores portuários para assegurar os serviços mínimos que garantissem o abastecimento aos Açores, neste momento a nossa preocupação prende-se com a falta de efetivação dessa requisição civil” durante esta quinta-feira, afirmou Ana Cunha.
“Temos estado a acompanhar essa situação com os armadores e com o Governo da República, e o que é facto é que temos três navios encostados no Porto Lisboa que não estão a ser operados, neste momento, pelos trabalhadores portuários. Temos o Monte Brasil, o Corvo e o Furnas. Dois para carregar e um para descarregar”, disse.
Ana Cunha referiu ainda ter a garantia, por parte do Governo da República, de que esta sexta-feira “tudo farão para que o problema se resolva”.
A Secretária Regional adiantou que, para já, o abastecimento do arquipélago não está em causa, já que a operação tem vindo a fazer-se “com algum atraso, mas sem interrupção”.

No entanto, recordou Ana Cunha, “a situação, neste momento, já se arrasta desde segunda-feira”.

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