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Rádio Graciosa


06 março 2019

Investimentos realizados na rede regional de abate devem ser potenciados para melhoria dos rendimentos

Na visita estatutária do Governo Regional à Graciosa, o Secretário Regional da Agricultura e Florestas desafiou os produtores de carne a aproveitarem as oportunidades criadas com os investimentos que o Governo dos Açores tem vindo a fazer na rede regional de abate, de modo a aumentar a valorização da produção e o rendimento de toda a cadeia de valor ligada a esta fileira.
Após uma visita à obra do novo Matadouro da Graciosa, orçada em 5,4 milhões de euros, que ficará concluída em Março, João Ponte salientou que, após o investimento na melhoria das infra-estruturas físicas no Faial, na Terceira, em São Miguel e na Graciosa, existem outros desafios a vencer e que podem contribuir para fortalecer a fileira da carne e aumentar o rendimento dos produtores e de toda a cadeia de valor desta fileira, designadamente prosseguir com a certificação de todos os matadouros, encontrar novos mercados que valorizem a carne já desmanchada em peças, melhorar a conformidade das carcaças, ter capacidade para fornecer carne com regularidade aos mercados e um reforço em termos de organização.
No caso concreto da Graciosa, no último ano, saíram desta ilha quase 2.000 bovinos vivos, representando um aumento de 13% face a 2017, sendo que 1.176 foram para fora da Região, 478 foram vendidos para explorações de outras ilhas e 258 foram abatidos nos Açores.
Outra medida que foi implementada com o objetivo de aumentar o número de abates na Região é a ajuda ao transporte inter-ilhas de jovens bovinos, uma das alterações do programa POSEI em 2019, que concede um apoio aos produtores das ilhas de Santa Maria, Graciosa, Flores e Corvo que enviem jovens bovinos para abate nas ilhas de São Miguel, Terceira, Faial e Pico.
O Secretário Regional da Agricultura e Florestas considerou que existe na Graciosa um grande potencial para a produção de carne de bovino de grande qualidade, conforme pode ser confirmado pelo aumento de 30% na exportação de carne de bovino para fora da Região.

            

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