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07 fevereiro 2019

Graciosa acolheu Conselho Regional da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural em que Vasco Cordeiro apelou a “entendimento” no setor

O Conselho Regional da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural, reuniu Quarta-feira na ilha Graciosa.
Integram o CRAFDR representantes do setor cooperativo da agricultura biológica (associações Bio Azórica e Trybio), das associações florestais (AFLORESTAÇORES), das associações de desenvolvimento local (ARDE, GRATER, ADELIAÇOR e ASDEPR), da Associação de Municípios da Região Autónoma dos Açores (AMRAA) e da delegação dos Açores da Associação Nacional de Freguesias (ANAFRE).
Além de elementos dos vários departamentos da Secretaria Regional da Agricultura e Florestas, integram este Conselho representantes dos parceiros sociais, nomeadamente das organizações representativas dos agricultores e industriais do setor, da Câmara do Comércio e Indústria dos Açores, da Universidade dos Açores e do Sindicato da Agricultura, Alimentação e Florestas.
O evento decorreu na Casa do Povo de Guadalupe e no total, participaram na reunião deste órgão consultivo, cerca de meia centena de conselheiros de todas as ilhas dos Açores.

Vasco Cordeiro, Presidente do Governo Regional dos Açores, participou no evento e destacou a “grande resposta” que tem sido dada pelo setor do leite e lacticínios na Região nos últimos anos, mas alertou que os desafios do futuro obrigam a que seja “inevitável um entendimento” entre a produção, a transformação e a comercialização.
Depois de salientar que o Governo dos Açores não se coloca à margem deste processo de diálogo, Vasco Cordeiro afirmou que seria um erro crasso de estratégia se “qualquer uma destas parcelas – produção, transformação e comercialização -, por um momento que fosse, alimentasse a esperança de triunfar, salvando-se a si e deixando cair os outros”.
Perante os conselheiros dos vários setores da agricultura regional, Vasco Cordeiro frisou que é, assim, “essencial que cada um compreenda os constrangimentos do outro e que faça o máximo do seu esforço quanto à capacidade de poder fortalecer este setor”.
Na sua intervenção, o Presidente do Governo salientou, por outro lado, que esta reunião do Conselho Regional decorre num momento particularmente importante e exigente do ponto da conjuntura vista externa, uma vez que está em curso a discussão sobre o Quadro Financeiro Plurianual da União Europeia para o período 2021-2027.
Segundo disse, as propostas da Comissão Europeia, quer ao nível dos montantes financeiros, quer no que se refere à centralização prevista dos programas em Bruxelas, em detrimento das regiões, “tem merecido do Governo dos Açores uma postura de crítica clara”.
De acordo com Vasco Cordeiro, a perspetiva de aumentar a taxa de comparticipação das Regiões de 15 para 30 por cento é uma proposta sem justificação, uma duplicação do esforço das entidades regionais que teria consequências quanto à capacidade de execução e de concretização destes programas.


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