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03 março 2017

Artigo de Opinião de José Ávila intitulado “Carnaval é na Graciosa”

Terminou mais um carnaval, época de pura diversão com muita música, cor e ritmo muito apreciados pelos Graciosenses, os de cá e os que, estando fora, aproveitam esta altura do ano para visitarem a terra que os viu nascer e os seus entes queridos.
Em alguns sítios o carnaval desenrola-se em três dias. Na Graciosa são quase três meses. No dia 25 de dezembro de cada ano abrem as “hostilidades” com o primeiro baile carnavalesco, num qualquer clube ou filarmónica da ilha, que marca o início de um tão longo como animado caminho que só terminará por volta da meia noite da terça-feira de carnaval.
Ouvi de um Graciosense, dançarino provecto, que a quarta-feira de cinzas era, para si, o dia mais triste do ano, precisamente por marcar o fim desta folia que contagia toda a gente, incluindo os que chegam de fora para, com os seus próprios olhos, confirmarem esta forma peculiar e alegre de festejar o carnaval.
Os clubes organizam-se muito cedo, preparando o seu programa com bailes cada vez mais frequentes conforme nos aproximamos daquele fim de semana mítico. Os bailes estão marcados para os diversos dias da semana, não havendo dúvidas sobre que dias da semana toca a cada um, conforme manda a tradição.
Preparam as suas fantasias, onde se incluem os convites informais aos figurantes, as escolhas das indumentárias, as opções pelo tema musical e a decoração das salas. A seguir há ensaios para acertar a coreografia, mais ou menos elaborada, que será exibida em todos os outros clubes da ilha.
Este ano o carnaval Graciosense contou com 650 figurantes nas 23 fantasias vindas de 8 clubes ou filarmónicas, número que representa cerca 15% da população e muitos mais participaram nas restantes atividades. Esta envolvência é, de facto, impressionante.
Por fim temos os bailes. Os clubes e filarmónicas da ilha abrem as suas portas a toda a gente, literalmente, para proporcionar noites de autêntica magia e diversão.
Na Graciosa o carnaval será sempre assim, será sempre dos clubes e no futuro só poderá ser aquilo que os clubes quiserem. E estará muito bem entregue.


 



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