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01 janeiro 2016

Artigo de Opinião de José Ávila intitulado "Renovar a Esperança"

Prestes a “fechar” mais um ano é tempo de balanços e, sobretudo, de renovar a esperança num ano novo melhor do que este. Este é um ritual que se repete ano após ano, sempre por esta altura.

E há balanços para tudo e para todos. Política, economia e desporto, são algumas das áreas mais usadas nesta espécie de acerto de contas com os doze meses do ano. Também se avalia as consequências das guerras, onde se engloba a morte de inocentes, nomeadamente jornalistas que tombaram no exercício das suas funções, e o drama de refugiados que todos os dias fogem dos cenários dramáticos em se tornaram os seus países.

Portugal esteve sujeito, durante quatro anos e qualquer coisa, a um sufoco fiscal sem precedentes, assistindo à destruição dos sonhos de toda uma geração que teve de sair do país, apenas com a justificação de um ajustamento feito à custa do empobrecimento e da venda ao desbarato de muitas empresas públicas.

O Governo de direita que esteve à frente do país orgulhava-se de estar endireitar as contas enquanto assistia à morte da nação. Parece incompreensível porque, como se sabe agora, nem sequer as contas ficaram direitas, como se pode ver pela subida da dívida pública e o número de trapalhadas escondidas que se vai descobrindo aos poucos e que terão implicações sérias no défice.

Os Açorianos também sentiram na pele os efeitos desta crise, apesar do Governo Regional ter feito um enorme e louvável esforço para repor os cortes e manter o investimento público, com o intuito de contrariar a tendência nacional. Esta ação governativa teve o mérito de não deixar ninguém para trás e evitou que os mais frágeis da sociedade fossem relegados para o esquecimento, como aconteceu no continente.

É hora de renovarmos a esperança num país melhor, de tomar outro caminho, um caminho mais justo, mais solidário e, sobretudo, mais equilibrado em termos sociais. Hoje, o novo Governo tenta reverter as políticas que nos levaram a esta situação, restaurando a confiança dos Portugueses.

Espera-se, por isso, que 2016 seja o ano da viragem. Assim seja.

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