Apoio a instituições continua a ser alvo de
discordância
O Executivo
Municipal de Santa Cruz da Graciosa reuniu Quinta-feira, nos Paços de Concelho.
Na ordem de
trabalhos, foi aprovado um apoio de 100 euros ao Coro da Matriz de Santa Cruz
da Graciosa, para fazer face a despesas com a deslocação a Torres Novas, bem
como um passeio turístico pela ilha, quando o coro de Torres Novas vier à ilha
Graciosa. Apesar de a proposta ter sido aprovada por unanimidade, o vereador
António Reis considerou o apoio importante, mas pouco, considerando que estes
grupos levam o nome da Graciosa longe. Avelar Santos reconheceu que o apoio é
baixo, mas é o possível, pois as colectividades já recebem apoio anual. Sobre
este assunto António Reis aproveitou ainda para recomendar que, como a Câmara
está a elaborar o orçamento de 2016, de modo a que existam apoios mais justos,
tendo Avelar Santos informado que já está previsto um valor extra de 220 euros,
para este tipo de actividade.
Câmara mantém sobretaxa de IRS nos 5%
O executivo
aprovou ainda a criação de um parque de estacionamento para cargas e descargas,
na Rua Infante D. Henrique, frente ao nº37, e ainda apoio de 100 euros ao Grupo
de Teatro “ A Semente”, para digressão pela Galiza.
Foi aprovado
por maioria, com 3 votos a favor do PS e 2 abstenções do PSD, os erros e
omissões da Empreita do Parque Empresarial da Ilha Graciosa.
Nos impostos,
foi deliberado por unanimidade, que a derrama a cobrar em 2016 se mantenha no
valor mínimo, bem como a adesão ao IMI e isenção do imposto para entidades sem
fins lucrativos, este último conforme proposta dos vereadores do PSD.
O mesmo não se
passou com a proposta sobre o IRS, que se manterá nos 5%, conforme proposta do
presidente do município, pois foi aprovada por maioria, com 3 votos a favor do
PS e 2 abstenções do PSD. Avelar Santos justificou com as baixas receitas, a
necessidade do município receber esta verba, o que no entanto não foi do agrado
dos vereadores do PSD que tentaram ainda que a taxa fosse de 0%, mas sem
sucesso.
Adega e Cooperativa
da Graciosa prepara-se para novo rumo
A Adega e Cooperativa
Agrícola da Ilha Graciosa atravessa uma fase de mudança radical.
No mês passado a
Adega procedeu à vindima 2015, tendo recolhido dos associados um montante que
ultrapassou as 6 toneladas de uvas, todas de grande qualidade, que darão para
cerca de 7 a 8 mil garrafas.
Terminada a vindima e
a fermentação do vinho segue-se a retirada de equipamentos, para que arranquem
as obras de remodelação, conforme nos disse João Picanço, presidente da Adega.
Durante um mês estará
na ilha Graciosa uma equipa especializada, para remover o amianto do edifício,
permitindo depois que as obras prossigam.
No final de Setembro,
realizou-se uma Assembleia-geral, onde foram aprovadas as contas da adega e
também a contracção de um empréstimo de 350 mil euros, para financiar a parte
do projecto da responsabilidade da cooperativa.
As obras durarão
cerca de 7 a 8 meses, esperando-se por isso que estejam prontas antes da nova
época frutícola.
Estas obras, no valor de 1
milhão e 140 mil euros, dotarão o edifício da Adega de uma área de 1.529 metros
quadrados.
O projecto, cuja
empreitada foi concessionada à Empresa Vila Jardim, tornará a Adega numa Unidade Agro-Alimentar.
Até à conclusão das
obras a Adega não vai parar de funcionar e será mesmo criado um espaço
provisório para a venda dos produtos.
Quando esta fase
estiver terminada, cabe aos associados e produtores tirarem proveito do espaço,
podendo até tratar outros produtos, não só a meloa, vinho e alhos, pois segundo
João Picanço assim é que se justifica este projecto.
A Adega vai
reforçar-se, já a partir de Janeiro, com uma técnica especializada, para dar
ajuda no terreno.
Associação de
Pescadores comercializa cerca de 100 toneladas de algas
Segundo dados
recolhidos pela Rádio Graciosa junto da associação, até à data já ultrapassou as noventa toneladas de
algas, esperando-se que até ao final de Outubro possa mesmo ultrapassar as 100
toneladas.
Estas algas comercializadas
até à data, já atingiram um valor comercial de 90 mil euros.
Recorde-se que a Associação
de Pescadores Graciosenses começou este ano a comercializar algas noutras
ilhas, tendo a Ilha Terceira sido a que mais contribui com cerca de 80.000kg.
Serviço de Desenvolvimento Agrário da Graciosa aguarda novo director
A Secretaria Regional da Agricultura e Ambiente, abriu um concurso
público, no final de Julho, para o cargo de Chefe de Divisão no Serviço de Desenvolvimento
Agrário da Graciosa.
Como requisitos, eram pedidos licenciatura ou curso superior que não
confira grau de licenciatura e dois anos de experiência profissional na
Administração Pública, mas os candidatos devem preferencialmente ter
experiência profissional na área de atuação do cargo a prover, nomeadamente,
áreas de veterinária, agrícola, agronómica ou zootécnica. Concorreram dois
candidatos sendo um deles residentes nesta ilha e outro fora da ilha Graciosa.
O desfecho deste concurso deverá ser conhecido por estes dias.
A Rádio Graciosa sabe que Carina Coimbra, atual responsável pela chefia
dos serviços, terá pedido para deixar o cargo e dedicar mais tempo à profissão
de médica veterinária.
PSD preocupado com os problemas
dos graciosenses na saúde, emprego,
turismo e transportes
O PSD/Açores quer que os açorianos tenham uma palavra na selecção das opções
que o Governo Regional faça nos Açores, escolhendo as que considera
prioritárias, pois considera que os documentos orçamentais devem contar com a
participação dos cidadãos, especialmente em matéria de investimentos.
A participação das populações e das forças vivas de cada uma das nove
ilhas na definição das prioridades dos investimentos públicos regionais em 2016
é da maior importância para o PSD/Açores.
Foi com esse objectivo que Duarte Freitas esteve na Graciosa, para
contactar com as forças vivas da ilha e ouvir as suas opiniões, sobre aquele
que será o último orçamento deste governo e que segundo o líder do PSD, “não
traz nada de novo”.
Duarte Freitas constatou que os problemas que os graciosenses continuam a
sentir com mais intensidade prendem-se com saúde, emprego, turismo e
transportes.
Problemas para os quais tem alertado o governo e que continuam sem ser
resolvidos, o que mais uma vez se constata com o plano para 2016.
Duarte Freitas afirma que o PSD continuará a dar voz aos graciosenses e
tem gente capaz para os apresentar.
Dormidas na Graciosa continuam a descer
Na Região Autónoma dos Açores, no
mês de Agosto, os estabelecimentos hoteleiros registaram 199,3 mil dormidas,
representando um acréscimo homólogo de 7,7%. Os proveitos totais atingiram 9,2
milhões de euros e os de aposento 7,2 milhões, correspondendo a variações
homólogas, respetivamente de, 14,6% e 13,9%.
De Janeiro a Agosto de 2015, nos
estabelecimentos hoteleiros da Região Autónoma dos Açores (hotéis,
hotéis-apartamentos, apartamentos turísticos, pousadas e pensões) registaram-se
890,0 mil dormidas, valor superior em 17,0% ao registado em igual período de
2014, anunciou o Serviço Regional de Estatística.
Em termos de variações homólogas
acumuladas, de Janeiro a Agosto, as ilhas que apresentaram variações homólogas
positivas foram as de São Jorge, de São Miguel, do Pico, do Faial, das Flores,
do Corvo e da Terceira, respetivamente com, 41,7%, 21,0%, 16,7%, 16,4%, 15,7%,
11,0% e 2,0%. As ilhas que apresentaram uma variação homóloga acumulada
negativa foram as da Graciosa e de Santa Maria, respetivamente com, 9,0% e
6,3%.
No passado mês de Agosto a taxa
de ocupação cama na Graciosa foi de apenas 36,3% e uma estada média de 2,7
noites.
De Janeiro a Agosto o setor
hoteleiro da Graciosa rendeu 325 mil e 590 euros, uma redução de 12,7% em
comparação com o mesmo período de 2014.
Deputadas do CDS-PP defendem um segundo triângulo entre as ilhas de São
Jorge-Terceira-Graciosa
As Deputadas do CDS-PP Açores, Graça Silveira e Ana Espínola,
apresentaram quinta-feira, duas iniciativas parlamentares sobre transportes marítimos
de carga e de passageiros e viaturas, tendo em vista a melhoria da
operacionalidade e a redução dos custos associados aos atuais modelos de
cabotagem marítima insular e de ligações regulares de passageiros entre as
ilhas do Grupo Central.
Numa conferência de imprensa, Graça Silveira anunciou a entrada nos
serviços da Assembleia Legislativa da Região de um Projeto de Resolução que
recomenda ao Governo que “realize um estudo de viabilidade económica de
diferentes modelos de transporte marítimo de mercadorias que contemple e
articule o transporte de carga do Continente para os Açores e a distribuição da
carga inter-ilhas”, enquanto a Deputada Ana Espínola apresentou uma
recomendação ao executivo socialista no sentido de que um dos barcos (“Mestre
Simão” ou “Gilberto Mariano”) passe a fazer base no porto comercial de São
Jorge, nas Velas, visando a melhoria das ligações entre as ilhas do triângulo
São Jorge-Pico-Faial, mas potenciando a valorização de “um segundo triângulo do
Grupo Central, entre as ilhas de São Jorge-Terceira-Graciosa”.
A Vice-presidente da bancada parlamentar do CDS, Graça Silveira, diz que
“não sobram quaisquer dúvidas de que um modelo de transportes marítimos que
resolva as questões logísticas das mercadorias inter-ilhas e entre estas e o
Continente Português é seguramente o investimento com maior retorno para a
economia da Região”, pois “o atual modelo de transportes marítimos de
mercadorias acarreta custos demasiado elevados, que penalizam a competitividade
das empresas açorianas, quer na exportação dos seus produtos quer na importação
de fatores de produção”.
Já no que toca ao Projeto de Resolução apresentado pela Deputada Ana
Espínola, eleita pela ilha de São Jorge, o que os populares defendem é mais
vasto. Considerando que os navios que a Região adquiriu para assegurar o
transporte marítimo de passageiros e viaturas no Grupo Central “estão mal
aproveitados” e que existem fatores que encarecem a operação diária, o CDS quer
que o Governo, enquanto acionista da empresa, “dê orientações à Atlânticoline
para que uma das embarcações adstritas ao serviço público de transporte
marítimo de passageiros e viaturas entre as ‘ilhas do Triângulo’ (‘Gilberto
Mariano’ ou ‘Mestre Simão’) passe a fazer base no Porto Comercial da ilha de
São Jorge, no Concelho das Velas”.
Ana Espínola reconhece que, “nos últimos anos, têm-se registado melhorias
ao nível da comodidade e conforto dos passageiros que circulam na rede marítima
de transportes” e que “funcionam relativamente bem as ligações regulares entre
São Jorge, Pico e Faial”, mas, frisa, “também é certo que o potencial do Grupo
Central não pode deixar de fora constantemente as ilhas Terceira e Graciosa,
nem sequer se pode resumir apenas a ligar o Triângulo à Terceira apenas durante
algumas semanas de verão”.



sexta-feira, outubro 16, 2015
Rádio Graciosa
