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Rádio Graciosa


16 outubro 2015

Deputadas do CDS-PP defendem um segundo triângulo entre as ilhas de São Jorge-Terceira-Graciosa

As Deputadas do CDS-PP Açores, Graça Silveira e Ana Espínola, apresentaram, esta quinta-feira, duas iniciativas parlamentares sobre transportes marítimos de carga e de passageiros e viaturas, tendo em vista a melhoria da operacionalidade e a redução dos custos associados aos atuais modelos de cabotagem marítima insular e de ligações regulares de passageiros entre as ilhas do Grupo Central.
Numa conferência de imprensa, Graça Silveira anunciou a entrada nos serviços da Assembleia Legislativa da Região de um Projeto de Resolução que recomenda ao Governo que “realize um estudo de viabilidade económica de diferentes modelos de transporte marítimo de mercadorias que contemple e articule o transporte de carga do Continente para os Açores e a distribuição da carga inter-ilhas”, enquanto a Deputada Ana Espínola apresentou uma recomendação ao executivo socialista no sentido de que um dos barcos (“Mestre Simão” ou “Gilberto Mariano”) passe a fazer base no porto comercial de São Jorge, nas Velas, visando a melhoria das ligações entre as ilhas do triângulo São Jorge-Pico-Faial, mas potenciando a valorização de “um segundo triângulo do Grupo Central, entre as ilhas de São Jorge-Terceira-Graciosa”.
A Vice-presidente da bancada parlamentar do CDS, Graça Silveira, diz que “não sobram quaisquer dúvidas de que um modelo de transportes marítimos que resolva as questões logísticas das mercadorias inter-ilhas e entre estas e o Continente Português é seguramente o investimento com maior retorno para a economia da Região”, pois “o atual modelo de transportes marítimos de mercadorias acarreta custos demasiado elevados, que penalizam a competitividade das empresas açorianas, quer na exportação dos seus produtos quer na importação de fatores de produção”.

Já no que toca ao Projeto de Resolução apresentado pela Deputada Ana Espínola, eleita pela ilha de São Jorge, o que os populares defendem é mais vasto. Considerando que os navios que a Região adquiriu para assegurar o transporte marítimo de passageiros e viaturas no Grupo Central “estão mal aproveitados” e que existem fatores que encarecem a operação diária, o CDS quer que o Governo, enquanto acionista da empresa, “dê orientações à Atlânticoline para que uma das embarcações adstritas ao serviço público de transporte marítimo de passageiros e viaturas entre as ‘ilhas do Triângulo’ (‘Gilberto Mariano’ ou ‘Mestre Simão’) passe a fazer base no Porto Comercial da ilha de São Jorge, no Concelho das Velas”.
Na sequência desta mudança de base operacional, os populares recomendam que “a respetiva embarcação assegure, duas vezes por dia, durante todo o ano, ligações marítimas entre os portos das Velas de São Jorge e de São Roque do Pico, preferencialmente de manhã e ao fim do dia.
Noutra frente, Ana Espínola preconiza que, “em dias a determinar, consoante o verdadeiro interesse económico e comercial das respetivas rotas e ilhas, sejam asseguradas ligações semanais entre as ilhas de São Jorge, Terceira e Graciosa, durante todo o ano, que podem ser de forma alternada, isto é, um dia pode o horário determinar que a ligação seja Velas – Praia (Graciosa) – Angra do Heroísmo – Calheta – Velas e, no dia seguinte, estabelecer que a rota seja Velas – Calheta – Angra do Heroísmo – Praia (Graciosa) – Velas”. Para que as rotas sejam procuradas, a Deputada do CDS recomenda ainda que “seja definido um preçário socialmente justo e economicamente atrativo nas novas ligações a criar, para que as rotas registem níveis significativos de procura”.

Ana Espínola reconhece que, “nos últimos anos, têm-se registado melhorias ao nível da comodidade e conforto dos passageiros que circulam na rede marítima de transportes” e que “funcionam relativamente bem as ligações regulares entre São Jorge, Pico e Faial”, mas, frisa, “também é certo que o potencial do Grupo Central não pode deixar de fora constantemente as ilhas Terceira e Graciosa, nem sequer se pode resumir apenas a ligar o Triângulo à Terceira apenas durante algumas semanas de verão”.

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