O cancro da mama é o que mais afeta e preocupa as mulheres
portuguesas, sendo certo que 1 em cada 11 irá desenvolver esta doença, no nosso
país.
Em 2011 apareceram 120 novos casos na Região Autónoma dos
Açores e nos 5 anos precedentes – de 2007 a 2011 – foram detetados 590 novos
casos, perfazendo uma incidência média de 95 casos por cada 100.000 habitantes,
média bem superior quando comparada à registada na União Europeia e a nível
mundial, que é de 89 e 65 casos por 100.000 habitantes, respetivamente. Daí, a
importância da deteção precoce, procedimento que permite tratamentos de
qualidade com probabilidade de 90% de cura.
Para conhecermos o nosso corpo é preciso olhar, tocar e
verificar. Todas as mulheres que estão atentas a estas três questões, conseguem
detetar nódulos com 2 cm. O exame clínico (realizar um check-up anual,
incluindo um exame clínico da mama) permite detetar nódulos com 1 cm. Através
do Rastreio (nos Açores é feito o ROCMA) são realizadas mamografias a mulheres
com idades entre os 45 e os 74 anos de idade, de 2 em 2 anos, sendo possível
encontrar nódulos com 0,5 cm. Numa mulher que não conheça o seu corpo, nem siga
os procedimentos acima descritos, os nódulos poderão crescer até 3,5cm sem
nunca serem detetados.
Abuso do tabaco, excesso de álcool e peso a mais e
exercício a menos, foram indicados como sendo os fatores de risco controláveis.
Em termos de deteção precoce, o auto-exame da mama é tão
importante que pode salvar uma vida, devendo ser feito uma vez por mês.



segunda-feira, outubro 26, 2015
Rádio Graciosa