Na ordem de trabalhos destacou-se o orçamento e grande opções
do plano para 2016, que importa tanto na receita, como na despesa um valor de 5
milhões e 659 mil euros, sendo a receita corrente de 3 milhões e 541 mil euros,
a despesa corrente de 2 milhões e 643 mil euros e receita de capital de 2
milhões 118 euros.
O documento foi aprovado com 3 votos a favor do PS e 2
votos contra do PSD.
António Reis e Eulália Aguiar justificaram o voto contra
com uma declaração de voto, em que afirmam que esperavam muito mais deste
documento, pois “numa altura em que o Governo Regional atira para o abandono a
ilha Graciosa, com maus transportes e obras que teimam em não sair do papel, os
vereadores do PSD esperavam da Câmara Municipal uma estratégia mais clara de
combate à desertificação, fixação dos jovens na ilha e de melhoria das
condições de vida de todos aqueles que cá vivem”. Os vereadores social
democratas afirma a a câmara imita o governo regional ao inscrever no plano
para 2016 apenas 2 obras, as mesmas do plano anterior, pois acham que deviam estar
previstos aumentos nos apoios à juntas de freguesia, à natalidade, uma 2ª fase
de requalificação que inclua pauis, largo Paula Barcelos e rede viária do
centro, requalificação do antigo edifício da Eda e melhoramento ou substituição
da cobertura do Pavilhão Municipal. Os vereadores salientam ainda um aumento da
receita, pela via dos impostos pagos pelos graciosenses, quando se prepara para
diminuir o apoio à natalidade e manter “o valor diminuto” destinado ao
Carnaval.
Dos vereadores do PS foi emitida uma declaração de voto afirmando
que a proposta garante a execução de duas obras já assumidas em 2015, a rede de
abastecimento de água Grotas II e o Parque Industrial, estando o inicio de
execução da obra dependente da aprovação dos fundos comunitários.
Realçam ainda os socialistas que cerca de meio milhão de
euros destina-se a apoios a atribuir a juntas de freguesia, colectividades,
bolsas de estudo e auxílios financeiros a quem mais precisa. No âmbito social
destacam-se os programas de apoio ao emprego e recuperação de habitações.
Para os socialistas trata-se de um orçamento realista,
embora com a consciência de que “não especifica tudo o que gostaríamos de ver
inscrito” sendo a missão do executivo “continuar a trabalhar para conseguir os
objectivos... para o desenvolvimento e bem-estar da população”.



sexta-feira, outubro 23, 2015
Rádio Graciosa
