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Rádio Graciosa


23 outubro 2015

Autarquia aprovou por maioria o orçamento e grandes opções do plano para 2016

A Câmara Municipal de Santa Cruz da Graciosa reuniu Quinta-feira, na Junta de Freguesia da Luz.
Na ordem de trabalhos destacou-se o orçamento e grande opções do plano para 2016, que importa tanto na receita, como na despesa um valor de 5 milhões e 659 mil euros, sendo a receita corrente de 3 milhões e 541 mil euros, a despesa corrente de 2 milhões e 643 mil euros e receita de capital de 2 milhões 118 euros.
O documento foi aprovado com 3 votos a favor do PS e 2 votos contra do PSD.
António Reis e Eulália Aguiar justificaram o voto contra com uma declaração de voto, em que afirmam que esperavam muito mais deste documento, pois “numa altura em que o Governo Regional atira para o abandono a ilha Graciosa, com maus transportes e obras que teimam em não sair do papel, os vereadores do PSD esperavam da Câmara Municipal uma estratégia mais clara de combate à desertificação, fixação dos jovens na ilha e de melhoria das condições de vida de todos aqueles que cá vivem”. Os vereadores social democratas afirma a a câmara imita o governo regional ao inscrever no plano para 2016 apenas 2 obras, as mesmas do plano anterior, pois acham que deviam estar previstos aumentos nos apoios à juntas de freguesia, à natalidade, uma 2ª fase de requalificação que inclua pauis, largo Paula Barcelos e rede viária do centro, requalificação do antigo edifício da Eda e melhoramento ou substituição da cobertura do Pavilhão Municipal. Os vereadores salientam ainda um aumento da receita, pela via dos impostos pagos pelos graciosenses, quando se prepara para diminuir o apoio à natalidade e manter “o valor diminuto” destinado ao Carnaval.

Dos vereadores do PS foi emitida uma declaração de voto afirmando que a proposta garante a execução de duas obras já assumidas em 2015, a rede de abastecimento de água Grotas II e o Parque Industrial, estando o inicio de execução da obra dependente da aprovação dos fundos comunitários.
Realçam ainda os socialistas que cerca de meio milhão de euros destina-se a apoios a atribuir a juntas de freguesia, colectividades, bolsas de estudo e auxílios financeiros a quem mais precisa. No âmbito social destacam-se os programas de apoio ao emprego e recuperação de habitações.

Para os socialistas trata-se de um orçamento realista, embora com a consciência de que “não especifica tudo o que gostaríamos de ver inscrito” sendo a missão do executivo “continuar a trabalhar para conseguir os objectivos... para o desenvolvimento e bem-estar da população”.

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