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Rádio Graciosa


22 setembro 2015

Cerca de 40 migrantes virão para os Açores

O Subsecretário Regional da Presidência para as Relações Externas salientou, em Ponta Delgada, a recetividade demonstrada pelas organizações da sociedade civil na preparação para o eventual acolhimento de refugiados nos Açores, frisando que os Açorianos “conhecem bem o valor da integração na sociedade de acolhimento”.
O Subsecretário Regional, que falava aos jornalistas à margem de uma reunião promovida pelo Governo dos Açores com várias instituições da sociedade civil que manifestaram disponibilidade e empenho em trabalhar na questão do acolhimento de refugiados, defendeu ser “fundamental trabalhar atempadamente para criar as condições para um bom acolhimento a estes refugiados”.
Nesse sentido, a reunião serviu para fazer um primeiro levantamento das condições logísticas existentes no arquipélago, de forma a “preparar uma resposta ao nível do acolhimento básico, das infraestruturas, do alojamento, da alimentação, dos cuidados básicos de saúde, da educação”.
Rodrigo Oliveira frisou que ainda não foram tomadas decisões importantes neste processo ao nível europeu, pelo que considerou ser “prematuro” adiantar qual será o número de refugiados que poderão ser acolhidos nos Açores, admitindo, no entanto, que, num primeiro momento, a Região poderá receber quatro dezenas dos cerca de 1.500 que serão recolocados em Portugal, se o cálculo tiver em conta o peso populacional do arquipélago no todo nacional.
Rodrigo Oliveira salientou, por outro lado, que também ainda não foi definido a nível nacional como será feita a distribuição das verbas atribuídas pela União Europeia, que ascendem a cerca de seis mil euros por refugiado, por dois anos.

“Este montante será entregue ao Estado, sendo necessária a definição, a nível nacional, de como vai ser feita essa distribuição”.

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