O Subsecretário Regional da Presidência para as Relações
Externas salientou, em Ponta Delgada, a recetividade demonstrada pelas
organizações da sociedade civil na preparação para o eventual acolhimento de
refugiados nos Açores, frisando que os Açorianos “conhecem bem o valor da
integração na sociedade de acolhimento”.
O Subsecretário Regional, que falava aos jornalistas à
margem de uma reunião promovida pelo Governo dos Açores com várias instituições
da sociedade civil que manifestaram disponibilidade e empenho em trabalhar na
questão do acolhimento de refugiados, defendeu ser “fundamental trabalhar
atempadamente para criar as condições para um bom acolhimento a estes
refugiados”.
Nesse sentido, a reunião serviu para fazer um primeiro
levantamento das condições logísticas existentes no arquipélago, de forma a
“preparar uma resposta ao nível do acolhimento básico, das infraestruturas, do
alojamento, da alimentação, dos cuidados básicos de saúde, da educação”.
Rodrigo Oliveira frisou que ainda não foram tomadas
decisões importantes neste processo ao nível europeu, pelo que considerou ser
“prematuro” adiantar qual será o número de refugiados que poderão ser acolhidos
nos Açores, admitindo, no entanto, que, num primeiro momento, a Região poderá
receber quatro dezenas dos cerca de 1.500 que serão recolocados em Portugal, se
o cálculo tiver em conta o peso populacional do arquipélago no todo nacional.
Rodrigo Oliveira salientou, por outro lado, que também
ainda não foi definido a nível nacional como será feita a distribuição das
verbas atribuídas pela União Europeia, que ascendem a cerca de seis mil euros
por refugiado, por dois anos.
“Este montante será entregue ao Estado, sendo necessária a
definição, a nível nacional, de como vai ser feita essa distribuição”.



terça-feira, setembro 22, 2015
Rádio Graciosa