“Ou nós ou o caos!” Foi assim que resultou consumada a chantagem em
campanha eleitoral por parte do candidato do PS a primeiro-ministro, António
Costa.
Quando um partido que se quer alternativa ameaça a estabilidade do país
- a tão necessária estabilidade para que não voltemos a programas de resgate e
crises de financiamento - ameaçando que: ou o seu partido ganha as eleições ou
não contem com esse partido para que Portugal tenha um governo que possa
concluir um programa que, afinal, será o mais votado pelos portugueses, estamos
perante um verdadeiro apelo ao voto não no “chantagista”, mas sim no seu
contrário.
Perante esta declaração de desespero, que nunca a história premiou nas
urnas, temos a noção de que o Partido que se quer apresentar como alternativa
de “estabilidade” não consegue deixar de ser um mero contestatário que não tem
projecto alternativo e que apenas quer beneficiar com os problemas causados
pelo resgate a que o país foi sujeito.
Vendo-se perante a rua, e na campanha de contactos e esclarecimentos,
apercebemo-nos que o PS que se apresenta aos portugueses é a sombra do PS que
levou o país à ruína.
Uma sombra por vezes demasiado ostensiva a prometer tudo a todos e a
desesperar perante o desfazer do sonho de poder, noutros casos é uma sombra
apenas de modelos de estar na governação, a pensar em governar e em governar-se
e que leva às maiores incongruências, aos maiores disparates e até às
chantagens eleitorais.
Nessa medida, vemos o PS Açores a promover a ideia do amiguismo e dos
salões de chá bem frequentados onde, dizem, se discutem coisas relevantes e se
tomam decisões importantes para os Açorianos.
Não deixa de ser uma ideia desesperada, repetida à exaustão sobre o
candidato do PS Carlos César que lá fora - dizem os de cá – “já teve para ser
tudo e mais alguma coisa”. Ainda há pouco tempo ia ser deputado europeu para,
imagine-se, poder chegar a Presidente do Parlamento Europeu, o que se está
mesmo a ver, principalmente depois das sucessivas derrotas socialistas por essa
Europa fora.
Já teve para ser ministro, candidato a candidato a Presidente da
República, líder do PS nacional, enfim, alguém que se lembre de mais alguns
cargos virtuais que o tal amiguismo que existe entre o PS Açores e a sede
nacional dos socialistas iria arranjar para favorecer os Açores, sabe-se lá em
quê, não ficará surpreendido por tudo isto ser já uma velha história; a história
de quem não tem mais argumentos e que à falta de melhor conversa diz que é
importante e tem amigos influentes.
E no meio da falta de ideias que impede os candidatos do PS, desde o
que quer ser Primeiro-ministro ao que quer ser alguma coisa, de não dizer uns
quantos disparates para procurar levar alguém que não tenha razão nenhuma para
votar a votar neles, aparecem ainda a citação de números enganadores como os
aumentos da dívida ou os défices mas que ainda não souberam explicar como se
diminui a dívida a pagar ainda as festas socialistas com juros e a querer
gastar tudo outra vez.
Perante o Português médio, que foi forçado a saber o que são as contas
públicas, os juros e as dívidas daqueles que afundaram Portugal, não acredito
que lhes sirva de muito continuar a pedir votos em troco de favores dos amigos
ou ameaçando vinganças eleitorais.
E, perante o que é dado a escolher, estou certo de que será por
estarmos fartos dos amiguismos e das chantagens e com a certeza de não voltar
para trás, que Portugal e os Açores vão votar Passos Coelho.



quarta-feira, setembro 30, 2015
Rádio Graciosa
