O debate
político em Portugal entrou num corrupio de insanidade que se assiste a uma
espécie de demência colectiva, que admite o estapafúrdio para discussão ou
debate.
Lembrou-se o
líder do PS, e que quer passar a ser o chefe de mais um governo PS em Portugal,
de elaborar na ideia de que foi o PSD que chamou a troika e com ela o plano de
ajustamento e a austeridade dos últimos anos.
Tem-se
classificado esta conversa de “mistificação” e por essa via elaboram-se as mais
rebuscadas teorias sobre o passado recente de Portugal e os desígnios do país a
braços com a bancarrota deixada aquando do pedido de ajuda externa.
Mas
“mistificação” é apenas mais uma forma de se andar a debater uma ideia estúpida
e desprovida de sentido.
Aquilo a que
assistimos é uma “mitomania”, transportada ao colectivo pela falta de
alternativa de discussão de modelos políticos, sendo que passámos a presenciar
um debate sobre uma ideia que só tem “história” porque são os socialistas a
acreditar nas teses mitómanas e a construir a argumentação para as justificar.
A mitomania,
grosso modo, significa que alguém elabora ou argumenta em torno de uma mentira,
chegando ao ponto de acreditar que a mentira a partir da qual iniciou a sua
argumentação é, afinal, verdade.
A partir daí
a discussão sobre a questão em concreto torna-se simplesmente um perder de
tempo.
Neste país
passou a ser normal aceitar que o PS explique que tudo o que fez de grave ou
que levou à ruina de Portugal seja justificado como fruto de uma espécie de
cabala ou de conjugação de forças, umas ocultas, outras imaginárias, ou outras
sobreavaliadas em associação com as restantes, que faz com que tudo de penoso
para os portugueses, que deriva das acções ou governações dos socialistas,
tenha tido um conjunto de causas, urdidas em surdina para prejudicar essa boa
gente que grassa pelo Largo do Rato e que tanto se esforça por governar
Portugal.
Nesse
sentido, quem chamou a troika foi o PSD, maior partido da oposição que levou um
pobre de um primeiro-ministro socialista, mais o seu ministro das finanças, que
governava ia para seis anos, a sentar-se horas a fio com os membros da Comissão
Europeia, do FMI e do BCE, a negociar um acordo que depois, triunfantes,
anunciaram ao país apenas as medidas menos más – bem, na verdade um anunciou
triunfante, o outro apenas ficou calado – e se formos a ver bem, na parte que
não se vê da imagem da comunicação ao país desse momento de mais um decapitar
de soberania, lá está uma cabala, autora de tudo isso ou, de certeza para quem
vive o mito, manipuladora dos acontecimentos que, coitados, os socialistas
tiveram de passar!
Convenhamos
que se é para se ter debate político, minimamente saudável, temos de parar para
pensar o porquê de haver um PS em Portugal agarrado a fantasmas e a mitos,
acreditando nas mentiras que inventa para gerar debate.
E a
realidade é que depois dos pântanos de Guterres e da bancarrota de Sócrates, o
PS nada mudou e acredita que foram sempre os mitos e os fantasmas que lhes
trouxeram insucesso. Nunca foi a sua estratégia e pensamento político, que
renovam com António Costa, nem os executores dessa estratégia e desse
pensamento que afundaram sucessivamente Portugal, foram todos os outros!
Foram as
cabalas da justiça, da economia, do petróleo, do terrorismo, dos bancos, da
austeridade, não necessariamente por esta ordem, que deram cabo dos projectos
de futuro que os socialistas, agora liderados por Costa, querem para Portugal.
E por isso voltam a querer tudo outra vez!



quarta-feira, setembro 16, 2015
Rádio Graciosa
