O PS consegue fazer dos seus cartazes de campanha eleitoral
mais notícias do que com propostas políticas credíveis.
Talvez a intenção seja precisamente essa, enquanto se vai
falando de uma má estratégia de campanha não se discutem as fantasiosas
propostas que apresentam baseadas numa "fezada" de que aumentando a
despesa podem gerar crescimento, o que se traduziu em já três intervenções externas
provocadas pelas receitas socialistas que se revelaram sempre simpáticas e de
boa propaganda, mas que levaram sempre a mais austeridade e mais recessão.
Mas ainda que se corra o risco de andarmos a discutir as
asneiras da campanha socialista, ao mesmo tempo essas asneiras revelam duas
coisas sobre este PS que quer governar Portugal: desde logo há uma manifesta
descoordenação e confusão entre os socialistas, onde ninguém se entende,
levando às rotineiras guerras internas que fazem substituir líderes e que
tornam o PS ingovernável. Se eram estes senhores que achavam que uma coligação
entre PSD e CDS não poderia dar certo e que mais cedo ou mais tarde essa
coligação haveria de se desfazer, parece que afinal viam nessa premissa o
próprio espelho daquilo que é a normal prática dentro do PS. Por outro lado, a
utilização de cidadãos colados a uma história de vida que não é a deles, e sem
que essas pessoas tenham autorizado a devassa da sua imagem pelo país inteiro,
denota uma postura de total desrespeito pelas pessoas que se viram
vilipendiadas apenas porque a sua imagem associada a uma infelicidade de
desemprego mais ou menos duradouro podia servir para capitalizar o
descontentamento pela situação que, convém recordar, resultou dos desgovernos
do próprio PS e, muito em particular, do período socrático avalizado por
António Costa.
A utilização pelo PS de dois mitos criados ao longo dos
últimos anos, um relativo ao desemprego, que atingiu valores elevadíssimos nos
primeiros dois anos da TROIKA, e outro, de que a emigração tem escondido ainda
maior número de desempregados, tem levado os socialistas a insistir no equívoco
de que o governo de Passos é responsável por essa situação.
A verdade não podia estar mais distante do cenário
catastrofista pintado pelo PS. E a verdade é de que o altíssimo desemprego que
o país sentiu de 17,7% foi resultado da bancarrota socialista e da recessão que
se lhe seguiu, mas graças à actuação do Governo e em especial à determinação de
Passos Coelho foi possível trazer esse valor para os actuais 11,9% que, apesar
de ainda ser um número extremamente elevado, significa uma enorme vitória do
sacrifício feito pelos portugueses neste período. E se esse desemprego baixou
desta maneira isso não se deve ao mito de que emigraram 500 mil portugueses
pois, na verdade, se é um facto que emigraram essas centenas de milhar nos
últimos anos a realidade diz-nos que, entretanto, entraram ou regressaram ao
país outras centenas de milhar resultando num saldo migratório na ordem dos 128
mil negativos, ou seja, mesmo que todos esses fossem eventuais desempregados em
Portugal esse número fica muito longe dos 500 mil, bastas vezes publicitado
pelos socialistas.
Nisto do PS andar a tentar iludir com números sobre os quais
não conta a verdade ou associando pessoas que se viram atiradas para a praça
pública, coladas a uma história que não é a sua, ficamos bem cientes de como
tudo funciona apenas pela aparência e isso só merece o nosso mais profundo
desprezo.
Importante mesmo era o PS não brincar com as pessoas e
respeitar os números!



quarta-feira, agosto 12, 2015
Rádio Graciosa
