Depois de apresentado o programa eleitoral da coligação para
os próximos 4 anos ainda não pararam os socialistas de tecer considerações com
alguma indigestão, pois pensavam que isto eram favas contadas e que se iriam
passear por uma campanha de enganos para voltarem ao poder.
E compreende-se que os socialistas andem nervosos com o
evoluir da situação do país e os resultados que o Governo de Passos consegue
depois de um resgate que deixou Portugal entregue ao domínio da TROIKA que os
próprios socialistas repetidas vezes trazem para Portugal.
Onde é que já se viu um governo de coligação, que é o
primeiro a levar o mandato até ao fim, pegar num país falido e em recessão e
depois de um tremendo esforço por parte dos Portugueses chegar ao final do
mandato com um desemprego menor do que o recebido pela governação do PS e com o
país a crescer, apesar dos desejos socialistas de que este governo não tivesse
sucesso.
Era impensável para o PS que o passeio até às eleições não
se concretizasse e vai daí ficam indignados por o Governo liderado por Passos
Coelho ter conseguido retirar Portugal do buraco em que o PS nos meteu e
devolveu a credibilidade externa ao país, permitindo que haja mais investimento
privado e externo na economia portuguesa, investimento esse que cria emprego e
riqueza e permite aos portugueses voltar a ter a esperança perdida com a
governação do PS.
Assistimos a grandes discursos de exaltação por parte dos
socialistas que, agarrados a uma receita que parte do princípio de que o Estado
é deles, não compreendem como é que foi possível a recuperação que se está já a
sentir no país e como é que isso está a mudar o rumo de umas eleições que
pensavam estar, à partida, determinadas a seu favor.
Depois lançam os mesmos chavões que usaram ao longo dos
últimos 4 anos para tentar conquistar pelo populismo mais um voto distraído,
pois só por distracção alguém volta a acreditar no PS e na tese de que é
gastando o que se não pode que se gera crescimento - tese que nos levou à
bancarrota - ou de que o Estado ter muitas e boas empresas garante uma economia
a progredir - tese que deu cabo de muitos e bons empreendimentos.
Onde é que já se viu, pensam os socialistas do costume,
privatizar aquelas empresas que davam tanto jeito para colocar uns barões do
partido a gerir e a dar ocupação à família e amigos socialistas que, de vez em
quando, têm de sair da cena mediática pois somam demasiadas asneiras e isso não
é boa política eleitoral. O que irão fazer aos desempregados de luxo
socialistas habituados às mordomias das empresas públicas que lhes davam o
lugarinho de sonho com cartão de crédito, altos carrões pretos com motorista, e
um sem número de regalias que os mantinham entretidos e longe das intrigas
políticas e das guerras internas socialistas que derrubam líderes. E agora, o
que vão fazer todos aqueles que esperavam por aquela oportunidadezinha de ser
um gestor público pago a peso de ouro e com uma reforma ao fim de poucos anos,
a fazer de conta que geriam bem uma empresazita do Estado? E depois, onde é que
já se viu que agora os grupos económicos já não tenham o poder daquela
palavrinha amiga que davam a um governante para algum assunto de interesse? O
que será deles agora que os grupos económicos mais atrevidos nestas coisas
deixaram de ter interesse em ter semelhantes "facilitadores", pois
deixaram de influenciar o que quer que seja e agora as coisas já não funcionam
assim.
Onde é que já se viu, continuam a pensar alguns socialistas!



quarta-feira, agosto 05, 2015
Rádio Graciosa
