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Rádio Graciosa


03 junho 2014

PCP AÇORES QUER ALARGAR REGRAS DA PUBLICIDADE INSTITUCIONAL ÀS EMPRESAS REGIONAIS

Na anterior legislatura, por proposta do PCP, foi criado pela primeira vez um quadro legal para a publicidade institucional, o DLR 20/2010/A, de 31 de Maio, que, para além de consagrar princípios gerais de equidade, isenção, eficácia e adequação dos meios, obriga a que haja uma distribuição equilibrada entre os vários órgãos de comunicação social, bem como que o Governo disponibilize um relatório anual sobre a publicidade adquirida.
Apesar de ter aprovado esta proposta do PCP, o PS limitou o seu âmbito de aplicação apenas aos serviços da Administração Regional e Local, o que deixa de fora os vultuosos investimentos em publicidade efectuados pelas empresas públicas regionais, institutos, agências e outras entidades. Investimentos que, apesar de serem objetivamente despesa pública, não são sujeitos a qualquer critério definido por lei, nem a qualquer avaliação por parte dos poderes públicos.
A contração do mercado publicitário regional, em resultado da recessão, tornou a publicidade institucional ainda mais essencial para a sobrevivência das empresas de comunicação social da Região.
Assim, a Representação Parlamentar do PCP retoma a proposta que apresentou anteriormente, com o objetivo de alargar os critérios gerais e a informação obrigatória sobre as aquisições de publicidade, bem como densificar a informação fornecida pelo relatório anual, também aos serviços dependentes da Região, fundos autónomos e outras entidades, independentemente da sua natureza, que tenham participação direta ou indireta por parte da Região ou das autarquias dos Açores. Trata-se também aqui de permitir a avaliação da eficácia da despesa pública com publicidade, contribuindo para uma gestão mais eficaz, criteriosa e transparente.

Para o PCP esta é uma questão fundamental, ao procurar garantir maior transparência no relacionamento entre as entidades públicas e os órgãos de comunicação social, credibilizando as instituições envolvidas e distribuindo com equidade a publicidade que é fundamental para a sobrevivência das empresas de comunicação social açorianas.

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