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Rádio Graciosa


14 maio 2014

PCP alerta que promessas devem ser cumpridas para não continuar a deixar a Graciosa para trás



 
A Representação Parlamentar do PCP Açores termina hoje mais uma visita oficial à ilha Graciosa, que decorreu entre os dias 12 e 14 de Maio.

O PCP procurou contactar directamente os graciosenses e as organizações locais, escutar as suas preocupações e aprofundar o conhecimento dos problemas da Graciosa      , com vista a levar a voz dos graciosenses ao Parlamento Regional, tentando contribuir para dar respostas e encontrar soluções para os problemas da ilha.

A Representação Parlamentar do PCP lamenta encontrar problemas que se arrastam e continuam sem resposta por parte do Governo Regional, ano após ano, e diversas obras e infraestruturas essenciais ao desenvolvimento da ilha sempre adiadas, embora prometidas repetidamente à população da ilha, como no caso do novo matadouro ou da Marina da Barra.

Em relação à construção da nova sede da Adega Cooperativa da Ilha Graciosa, pela qual o PCP se tem batido em múltiplas ocasiões ao longo dos últimos anos, é de saudar o lançamento da primeira pedra e o desbloquear do financiamento para esta obra essencial.

O desemprego jovem e a incapacidade de fixação dos jovens na ilha continua a ser o problema mais central da Graciosa. Esta é uma realidade que os muitos programas e medidas do Governo Regional não têm conseguido alterar.

Continuam a existir problemas estruturais no setor dos transportes, que vão para lá do custo das passagens aéreas e que se ligam à própria organização do serviço público prestado pela SATA. Assim, dificuldades sentidas pelos graciosenses relacionadas com o horário dos voos poderão ser facilmente ultrapassadas se existir vontade política por parte do Governo Regional.

A água para consumo humano e para a actividade agrícola continua a ser um problema estrutural, não só em termos da quantidade, mas também em termos da sua qualidade, o que recoloca a necessidade da renovação do sistema de captação e distribuição de água para consumo humano, mas torna também urgente que o Município realize intervenções pontuais e urgentes a fim de melhorar a qualidade da água bebida pelos graciosenses.

Embora continue a ser necessário investir na captação e nos sistemas de retenção e recuperação de água, a modernização dos sistemas de distribuição, para além da redução dos riscos para a saúde pública, pode também evitar desperdícios desse recurso precioso. O PCP considera que o apoio às Câmaras Municipais dos Açores para a renovação dos sistemas de captação, tratamento e distribuição de água deve ser uma das prioridades do novo quadro comunitário de apoio e que, entre elas, Santa Cruz da Graciosa deve ser considerada uma prioridade.

Em relação aos serviços farmacêuticos à população da Graciosa, após a conclusão de um concurso para a abertura de uma segunda farmácia, o Governo tem atrasado, de forma incompreensível a atribuição da licença para permitir que essa farmácia entre em funcionamento. Este atraso prejudica objectivamente os graciosenses e o PCP reivindica que o Governo esclareça rapidamente esta situação.

Ainda no campo da saúde, tal como o PCP alertou, a chamada “Reestruturação do Serviço Regional de Saúde” não trouxe qualquer benefício para as populações, sendo apenas um projecto de redução de custos e limitação dos meios e serviços das unidades de saúde, em especial nas ilhas de menor dimensão. As insuficiências sentidas pelos graciosenses, em termos dos meios disponíveis e do acesso a médicos especialistas são um resultado directo da política de cortar na saúde que este Governo Regional tem procurado implementar.

O PCP lamenta as dificuldades que atravessa a Academia Musical da Ilha Graciosa, que resultam da errada política de concentração escolar que o Governo do PS tem levado a cabo em todas as ilhas da Região. O PCP considera que o o Governo Regional não pode desresponsabilizar-se desta instituição e deve encontrar os mecanismos de cooperação adequados para que esta possa continuar a sua importantíssima actividade educativa e cultural.

 

 

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