A Representação Parlamentar do PCP Açores
termina hoje mais uma visita oficial à ilha Graciosa, que decorreu entre os
dias 12 e 14 de Maio.
O PCP procurou contactar directamente os graciosenses e as organizações
locais, escutar as suas preocupações e aprofundar o conhecimento dos problemas
da Graciosa , com vista a levar a voz
dos graciosenses ao Parlamento Regional, tentando contribuir para dar respostas
e encontrar soluções para os problemas da ilha.
A Representação Parlamentar do PCP lamenta encontrar problemas que se
arrastam e continuam sem resposta por parte do Governo Regional, ano após ano,
e diversas obras e infraestruturas essenciais ao desenvolvimento da ilha sempre
adiadas, embora prometidas repetidamente à população da ilha, como no caso do
novo matadouro ou da Marina da Barra.
Em relação à construção da nova sede da
Adega Cooperativa da Ilha Graciosa, pela qual o PCP se tem batido em múltiplas
ocasiões ao longo dos últimos anos, é de saudar o lançamento da primeira pedra
e o desbloquear do financiamento para esta obra essencial.
O desemprego jovem e a incapacidade de
fixação dos jovens na ilha continua a ser o problema mais central da Graciosa.
Esta é uma realidade que os muitos programas e medidas do Governo Regional não
têm conseguido alterar.
Continuam a existir problemas estruturais no setor dos transportes, que
vão para lá do custo das passagens aéreas e que se ligam à própria organização
do serviço público prestado pela SATA. Assim, dificuldades sentidas pelos
graciosenses relacionadas com o horário dos voos poderão ser facilmente
ultrapassadas se existir vontade política por parte do Governo Regional.
A água para consumo humano e para a actividade agrícola continua a ser
um problema estrutural, não só em termos da quantidade, mas também em termos da
sua qualidade, o que recoloca a necessidade da renovação do sistema de captação
e distribuição de água para consumo humano, mas torna também urgente que o
Município realize intervenções pontuais e urgentes a fim de melhorar a
qualidade da água bebida pelos graciosenses.
Embora continue a ser necessário investir na captação e nos sistemas de
retenção e recuperação de água, a modernização dos sistemas de distribuição,
para além da redução dos riscos para a saúde pública, pode também evitar
desperdícios desse recurso precioso. O PCP considera que o apoio às Câmaras
Municipais dos Açores para a renovação dos sistemas de captação, tratamento e
distribuição de água deve ser uma das prioridades do novo quadro comunitário de
apoio e que, entre elas, Santa Cruz da Graciosa deve ser considerada uma
prioridade.
Em relação aos serviços farmacêuticos à população da Graciosa, após a
conclusão de um concurso para a abertura de uma segunda farmácia, o Governo tem
atrasado, de forma incompreensível a atribuição da licença para permitir que
essa farmácia entre em funcionamento. Este atraso prejudica objectivamente os
graciosenses e o PCP reivindica que o Governo esclareça rapidamente esta
situação.
Ainda no campo da saúde, tal como o PCP alertou, a chamada
“Reestruturação do Serviço Regional de Saúde” não trouxe qualquer benefício
para as populações, sendo apenas um projecto de redução de custos e limitação
dos meios e serviços das unidades de saúde, em especial nas ilhas de menor
dimensão. As insuficiências sentidas pelos graciosenses, em termos dos meios
disponíveis e do acesso a médicos especialistas são um resultado directo da
política de cortar na saúde que este Governo Regional tem procurado
implementar.
O PCP lamenta as dificuldades que atravessa
a Academia Musical da Ilha Graciosa, que resultam da errada política de
concentração escolar que o Governo do PS tem levado a cabo em todas as ilhas da
Região. O PCP considera que o o Governo Regional não pode desresponsabilizar-se
desta instituição e deve encontrar os mecanismos de cooperação adequados para
que esta possa continuar a sua importantíssima actividade educativa e cultural.



quarta-feira, maio 14, 2014
Rádio Graciosa