O coordenador do Ministério Público nos
Açores, João Paulo Carreira, afirmou que os casos de tráfico de drogas
sintéticas no arquipélago estão a aumentar, tendo-se registado desde o final do
ano passado 16 processos.
Em declarações ao Açoriano Oriental, o
responsável disse que "O que nos preocupa é que o habitual pequeno
traficante está a ser substituído pelo traficante das novas drogas sintéticas
que encontrou aqui um mercado aparentemente mais atrativo, porque dá-lhe lucros
muito consideráveis. As drogas sintéticas podem custar metade do que a cocaína
e têm um efeito semelhante", disse João Paulo Carreira à saída de uma
reunião com o comando regional da PSP dos Açores e a inspeção regional das
atividades económicas para debater o assunto.
Desde Dezembro de 2013 ficaram concluídos
seis processos de tráfico de drogas sintéticas pela inspeção regional das
atividades económicas (IRAE), entidade que na região investiga a venda de
drogas sintéticas, sendo que o tráfico destas substâncias não é considerado
crime.
Em investigação estão outros 10 processos.
O responsável explicou que, sendo que as
substâncias não são possíveis de identificação quer a olho nu quer através dos
testes rápidos, seguem para exame laboratorial, efetuado no continente, que
determina se se trata de uma droga sintética ou das chamadas drogas
tradicionais.
João Paulo Carreira defendeu que só a mudança
de legislação poderá travar o aumento destes casos através da criminalização do
tráfico de drogas sintéticas uma vez que quem pratica o tráfico "não corre
o risco de ir parar à prisão".
O coordenador do Ministério Público nos
Açores alerta ainda para o facto destas drogas "terem efeitos ainda mais
perigosos para a saúde do consumidor" e assegurou que enquanto a
legislação não mudar as autoridades estarão no terreno no combate ao tráfico e
consumo de drogas sintéticas nos Açores.
Fonte:AOnline



sexta-feira, maio 30, 2014
Rádio Graciosa