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Rádio Graciosa


27 novembro 2013

Artur Lima quer melhorar o plano e Orçamento para 2014



Na discussão sobre o plano e orçamento para 2014, 0 Líder Parlamentar popular avançou com alguns dados para cimentar o ponto de partida: “Os Açores vivem hoje uma crise quase sem precedentes. As novas gerações não têm memória de nada semelhante. Estamos confrontados com dados concretos que carecem de respostas eficazes, urgentes e imediatas. Desde logo, é preciso inverter a tendência de desemprego que está a varrer a sociedade Açoriana, ao ponto de hoje estarmos confrontados com a maior taxa de desemprego da nossa história autonómica. Mais de 21 mil Açorianos estão desempregados, sendo que 40% deles são jovens. Hoje temos mais de 18.600 Açorianos a beneficiar do RSI e praticamente todos os meses passam a usufruir desta prestação social, mais beneficiários. As estatísticas dizem-nos que mais de 23% dos jovens Açorianos (entre os 15 e os 34 anos) não estudam ou não trabalham. A acção social escolar apoia hoje mais de 25 mil crianças no nosso sistema educativo, ou seja, mais de 60% dos nossos alunos. Há dez anos atrás eram apoiadas apenas 16 mil crianças. E se estes apoios são dados é porque há mais de 25 mil famílias que vivem no limiar da pobreza… Os Açorianos são os portugueses com menor poder de compra (e o preço dos bens é mais elevado nos Açores), o que associado a medidas de austeridade, faz com que se fechem empresas e extinguiam postos de trabalho. Hoje mais de 40% dos contentores que chegam cheios aos nossos portos, saem vazios dos Açores, num claro desequilíbrio da balança comercial. Continuamos a importar mais do que exportamos”.

Segundo Artur Lima “esta é a realidade dura dos números que não é possível escamotear” e é para “combater este cenário que devemos, todos, unir esforços e trabalhar no sentido de incluir neste Plano e Orçamento as melhores soluções possíveis para as nossas famílias e empresas”.

A terminar o democrata-cristão advertiu a maioria para o facto de que “no momento tão difícil que atravessamos ninguém deve ser excluído, nenhuma ideia pode ser ignorada, nenhum caminho pode ser encerrado, nenhuma pergunta vos deve ser incómoda. O momento aflitivo por que passam as nossas famílias e empresas deve merecer a nossa mais profunda atenção; devemos estar abertos a ouvir todos, a dialogar com todos, a analisar todas as propostas e a aceitar aquelas, que não sendo à partida uma opção socialista, podem ser boas para quem delas vai beneficiar… O CDS-PP Açores é isso que fará; proporá medidas de estímulo à economia e de apoio às famílias”, assumiu.

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