O executivo Municipal
de Santa Cruz da Graciosa em reunião ordinária, nos Paços do Município aprovou
o Plano de Segurança e Saúde relativo à empreitada de “Construção da Marginal
Rochela/Lagoa”.
Foi ainda deliberado
apoiar a Escola Básica e Secundária de Santa Cruz da Graciosa, no intercâmbio
com a EBS Tomás de Borba, com transportes em terra e alojamento.
Destaque ainda para a
Fixação de Rendas Técnicas, onde foi deliberado proceder à actualização das
rendas dos bairros sociais, incluindo as duas moradias sitas à Rua Vasco Gil
Sodré, a partir do próximo mês de Julho.
Graciosa cada vez mais verde
No conjunto dos indicadores relativos à retoma de
resíduos e embalagens dos sistemas aderentes avaliados, apresentados pela
Sociedade Ponto Verde, referentes ao mês de Março, a Câmara Municipal de Santa
Cruz da Graciosa encontra-se em primeiro lugar, em todo o país, no que toca à
retoma de papel/cartão e vidro, tendo alcançado o segundo lugar no que diz
respeito à recolha de plásticos.
Com 9,5 kg por habitante de papel e cartão recolhidos
durante o mês de Março, a Graciosa apresenta-se à frente da região do Algarve
(2º lugar) que obteve 4,1 kg recolhidos por habitante. No que diz respeito à recolha
de vidro, o município açoriano ocupa o primeiro lugar das recolhas com 6,1 kg
por habitante, contra os 5,1 recolhidos na região do Algarve. Já no que diz
respeito à recolha de plásticos, a Graciosa ocupa, pela primeira vez, o segundo
lugar com 3,34 kg, ficando apenas atrás das Flores.
PSD Graciosa
condena governo por deixar ilha sem serviços mínimos
O PSD/Graciosa
condenou a “total passividade” do governo regional em relação ao incumprimento
dos serviços mínimos estipulados pelo tribunal arbitral para a recente greve da
SATA, referindo que a ilha chegou a ficar sem ligações aéreas ao exterior.
“O PSD/Graciosa não
pode deixar de manifestar a sua indignação, em defesa dos interesses dos
graciosenses, e a sua perplexidade pela total passividade do governo regional
no cumprimento pela SATA das determinações do tribunal arbitral, e igualmente
pela inércia da câmara municipal que também não foi capaz de ter qualquer
palavra na defesa da ilha Graciosa que, mais uma vez, se vê prejudicada pelo
desinteresse de quem a governa”, afirmou, em comunicado, a comissão política de
ilha de Santa Maria do partido.
Os social-democratas
graciosenses salientaram que esta situação suscitou a “perplexidade de muitos
graciosenses”, lembrando a “falta de cumprimento da existência de um toque por
dia em cada uma das ilhas dos Açores conforme ficou deliberado no acórdão
daquele tribunal relativo à greve dos dias 23, 24, e 25 de Abril e 2, 3, e 4 de
Maio”.
A mesma contestação é feita pelos
sindicatos que dizem que para além da ilha Graciosa ficaram mais três ilhas sem
serviços mínimos.
O porta-voz da plataforma de sindicatos da
SATA, Bruno Fialho, disse sexta-feira que a transportadora aérea não está a
cumprir os serviços mínimos estipulados pelo Tribunal Arbitral para a greve em
curso.
Bruno Fialho adiantou que deveria ter sido
realizada uma aterragem em todas as ilhas do arquipélago, sendo que no caso de
São Miguel e Terceira seriam duas as ligações a assegurar.
"Não foram cumpridas as aterragens em
todas as ilhas por uma opção comercial do conselho de administração da Sata,
que deixou de fora as ilhas do Pico, São Jorge, Graciosa e Terceira",
disse o porta-voz da plataforma sindical.
A Sata respondeu em comunicado sobre estas acusações, esclarecendo que “está a cumprir as
decisões do Tribunal Arbitral de Ponta Delgada, relativamente aos serviços
mínimos a executar para os períodos de greve, os quais se enquadram no
planeamento operacional da companhia”.
Graciosa perdeu 688 passageiros em apenas 3 meses
O ano de 2013 não está a ser favorável no que ao
desembarque de passageiros diz respeito, no aeroporto da ilha Graciosa.
No mês de Março registou-se o desembarque de
1120 passageiros, quando no mesmo mês de 2012 tinha sido 1459.
De salientar que no 1º trimestre de 2012 a Graciosa
recebeu 4 043 passageiros, enquanto este ano desembarcaram 3 355 passageiros,
menos 688 passageiros em apenas 3 meses.
Uma quebra que apenas num trimestre já é
significativa, para a nossa economia.
Cais do meio da Calheta começou a ser
recuperado
Começaram as obras de recuperação
do cais do meio da calheta. Conforme já tinha sido noticia, este património
marítimo foi destruído pelo mau tempo que se fez sentir naquela zona balnear.
A propósito, convém salientar,
que no cais das Fontinhas a escaleira de fora está em vias de desmoronar devido
a várias pedras que abateram abaixo dos degraus. É uma situação que se não for
recuperada vai causar prejuízos ainda maiores ao erário público.
Construção da
Marginal Rochela-Lagoa já começou
As obras de execução do Projecto de
Construção da Marginal Rochela-Lagoa arrancaram nos primeiros dias deste mês de
Maio. A confirmação foi dada à Rádio Graciosa por Avelar Santos, Presidente da
Câmara Municipal de Santa Cruz da Graciosa.
Os trabalhos de preparação dos terrenos já
começaram, com esta a obra a ter um prazo de execução de 1 ano e custo de 1
milhão de euros.
Relembramos que este projecto consiste na reabilitação uma zona
degradada, junto à porta de entrada da Ilha Graciosa, por mar e cria ainda uma
zona de lazer, com ciclovia e zona pedestre.
Debate sobre a
proposta de Estratégia Nacional para o Mar na Graciosa
A Estratégia
Nacional para o Mar é uma proposta de instrumento de política pública que
apresenta a visão de Portugal para o período 2013 – 2020 no que se refere ao
modelo de desenvolvimento assente na preservação e utilização sustentável dos
recursos e serviços dos ecossistemas marinhos, apontando um caminho de longo
prazo para o crescimento económico, inteligente, sustentável e inclusivo,
assente na componente marítima.
Na sessão, que decorreu em Santa Cruz da
Graciosa, estiveram representadas as entidades da ilha e instituições ligadas à
pesca profissional e actividades náuticas lúdicas e de lazer.
Segundo Frederico Cardigos trata-se de um
documento importante, porque define quais serão as medidas prioritárias em
relação à utilização do mar. E por isso está a ser dinamizada a sua discussão
pública, pois segundo o Director Regional dos Assuntos do Mar, é necessário
identificar, no documento extenso de mais de 400 páginas, irregularidades, mas
também oportunidades e no caso de uma grande mobilização mostrar a grande força
da região, em relação ao seu mar.
As mudanças ocorrerão conforme os contributos que forem dados,
sobressaindo para já a articulação entre a legislação europeia e portuguesa.
Todos os cidadãos podem participar, através dos locais próprios na
Internet, até ao dia 31 de Maio.
Também a presidir o evento esteve o Director Regional das Pescas, Luis
Costa, que falou sobre o percurso que os Açores percorreram em relação ao mar e
que levaram à mudança de como o mar é visto hoje no nosso país.
Luis Costa falou ainda da pretensão de alargar o projecto do Banco Condor
a outros bancos tradicionais
O
Director Regional das Pescas anunciou ainda que o governo não desiste, de
colocar o limite da gestão do mar nas 200 milhas.
Luis
Costa disse ainda que a tutela defende a criação de um conselho consultivo
regional das regiões ultraperiféricas das pescas, de modo a que os pareceres
possam chegar mais perto dos grandes decisores em Bruxelas.
A
Associação de Pescadores Graciosenses e Clube Naval da Ilha Graciosa
associaram-se à discussão deste documento de Estratégia Nacional para o
Mar.
4 Óbitos e 2
nascimentos em Abril na Graciosa
A população da nossa Ilha continua a diminuir,
conforme os dados dos primeiros 4 meses da Conservatória do Registo Civil de
Santa Cruz da Graciosa.
Até 30 de Abril deste ano foram registados 18 óbitos e
apenas 5 nascimentos. Entre Janeiro e Abril foi ainda celebrado 1 único casamento,
no mês de Janeiro.
Os dados do Serviço de Saúde Materno Infantil, da
Unidade de Saúde de Santa Cruz da Graciosa, indicam 11 nascimentos nos
primeiros 4 meses deste ano, dos quais apenas 5 foram registados na
Conservatória Santa-cruzense.
Desde o inicio do ano que se tem verificado uma
diminuição nos nascimentos, prevendo-se novamente mais um ano em que os óbitos
vão ser muito superiores aos nascimentos, levando a um envelhecimento e
diminuição da nossa população tendência que se te mantido na última década.
PSD/Açores lamenta
falhanço das políticas de coesão do governo regional
O PSD/Açores lamentou a falta de resultados do
governo regional nas políticas destinadas às ilhas de menor dimensão
considerando, por isso, “urgente uma revisão global das políticas desenvolvidas
para que se atinja uma verdadeira e efectiva coesão regional”.
Em conferência de imprensa, no final das
jornadas parlamentares do partido, que se realizaram na ilha de Santa Maria, o
deputado social-democrata açoriano João Bruto da Costa considerou que “a
generalidade dos modelos criados pelo governo regional estão hoje literalmente
falidos” como se comprova pela “falta de planeamento e de políticas
consequentes que levaram a investimentos desadequados e mal avaliados, cujo efeito,
muitas vezes, parece que se esgotou no momento da sua inauguração”.
“O melhor exemplo desse total falhanço
socialista”, disse, “reside no próprio conceito de ilhas da Coesão. Senão
vejamos: quando foi apresentado, era, para o governo regional, uma forma de
promover o crescimento nas ilhas do Corvo, Flores, S. Jorge, Graciosa e Santa
Maria de forma a aproximá-las das restantes”.
Na verdade, reforçou, “cerca de dez anos depois
da criação das ilhas de Coesão, em vez de se registar a necessária aproximação
económica e de se ganhar estas ilhas para o desenvolvimento sustentável,
verificamos que outras se atrasaram, integrando-se agora também neste
conceito”.
“As políticas do governo socialista, não só não
puxaram estas ilhas para cima, arrastaram outras para baixo”, acrescentou
exemplificando com o que se passa na empresa Ilhas de Valor que foi “criada
para agir nas ilhas mais frágeis, mas que hoje concentra os seus investimentos
nas ilhas maiores”.
Para o parlamentar social-democrata açoriano há
indícios de que estas ilhas poderão ter ainda mais problemas: “adivinha-se uma
reforma do sector da Saúde que, ao que tudo indica pelos sinais que vão
chegando, contribuirá para dificultar ainda mais o acesso dos cidadãos das
ilhas mais pequenas a cuidados de Saúde”.
João Bruto da Costa criticou ainda “o governo
regional por permitir, e talvez incentivar, que fosse a própria administração
da SATA a ter uma interpretação redutora e a violar os serviços mínimos durante
as recentes greves, prejudicou deliberadamente os açorianos, em particular das
ilhas mais pequenas. O governo agiu com intuitos pouco claros, eventualmente de
‘quanto pior melhor’, que só o futuro clarificará”.



sexta-feira, maio 10, 2013
Rádio Graciosa
