Muitas vozes se continuam a levantar sobre a reestruturação
do sector da saúde dos Açores, em especial com o que se vai passar nos
Hospitais.
A perda de serviços de
saúde na ilha Terceira como resultado da proposta apresentada pelo governo
regional e a afirmação do senhor secretário regional da saúde de que o hospital
de Ponta Delgada passa a ser o hospital central dos Açores, é a confirmação da
tendência centralista do governo do Partido Socialista, contrariando a expectativa
anunciada na abertura do novo hospital da ilha Terceira, onde foi prometido
melhores serviços e mais especialidades para o Hospital do Santo Espírito da
Ilha Terceira.
A redução de várias
especialidades no Hospital do Santo Espírito da Ilha Terceira, encaminhando os
doentes para um hospital central em S. Miguel e sugerindo a prestação de
serviços com médicos deslocados, quando existem especialistas em Angra, não
será uma boa política em qualidade de serviço nem em racionamento de custos.
Aliás o documento não
apresenta razões nem justificações para a maioria das propostas de alteração.
Também realçamos a
contradição nas orientações do Partido Socialista que está no poder há mais de
16 anos que, em legislaturas anteriores propôs e realizou uma parceria
público-privada para o Hospital de Santo Espírito da Ilha Terceira e, nesta
legislatura, após se ter construído um hospital que pressupõe maior
sofisticação de meios humanos e técnicos, utilizando argumentos economicistas
mal fundamentados, pretende reduzir-lhe funções já existentes no hospital
"velho", não permitindo novas áreas, possivelmente com receio de uma
salutar competição com o Hospital de Ponta Delgada, em benefício da população.
A Terceira tem hoje dois
“hospitais”: um abandonado e vazio e outro que querem esvaziar.



terça-feira, maio 28, 2013
Rádio Graciosa
