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Rádio Graciosa


19 março 2013

Plano e o Orçamento da Região para 2013 “reflectem a austeridade


No arranque do debate parlamentar sobre as propostas de Plano e Orçamento para o corrente ano e das Orientações de Médio-Prazo (OMP) 2013-2016, Artur Lima lamentou que “a análise a estes documentos evidencia um corte na competitividade e no emprego, um corte nos apoios à educação, um corte na agricultura e desenvolvimento rural, um corte na protecção de riscos e protecção civil, e ainda um incompreensível corte na solidariedade social”.
Artur Lima criticou ainda o facto do Governo socialista se tentar “esconder na propaganda ilusória de que temos a segunda menor taxa de desemprego do país; que a culpa do desemprego é nacional e europeia; que a crise, afinal de contas, não teve nenhum contributo do Governo Açoriano, mas deve-se apenas a causas internacionais. É, de facto, desistir de governar os Açores para os Açorianos. É refugiar-se em subterfúgios e em linguagem de vendedor de rosas sem espinhos, numa tentativa de confundir e iludir o Povo, mas afinal os espinhos são mais do que as rosas. Temos Governo Regional e este tem o dever de fazer mais, de fazer melhor e de fazer diferente”.
Para os democratas-cristãos açorianos “o Plano, o Orçamento e as OMP reflectem precisamente o reconhecimento do falhanço das políticas socialistas da última década”, pelo que “alguém, um dia, há-de explicar às gerações dos nossos filhos e netos que o tal vendedor de rosas os endividou com propósitos não de desenvolvimento, mas meramente eleitorais”.
“Devemos concluir que nos Açores – e é isso que temos que analisar com frontalidade e coragem – não podemos correr o risco de apenas voltar a um crescimento qualquer, dado que o crescimento até aqui verificado nos trouxe uma situação económica e financeira insustentável, como já admite o Governo em sectores como a Saúde e a Construção Civil”, advertiu Lima.

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