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Rádio Graciosa


20 março 2013

Acabaram as grandes obras infra-estruturais

Na abertura de três longos dias de debate no plenário destinado a aprovar o Plano e Orçamento para este ano, bem como a Orientações de Médio Prazo até 2016, documentos aprovados só em março por 2012 ter sido ano de eleições e de mudança de Governo, Sérgio Ávila, abriu, como é tradição por ser o titular da pasta das Finanças, um debate que desde a primeira intervenção gerou críticas por parte de todos os partidos da oposição, incluindo o PSD, o único partido a anunciar até agora a abstenção no orçamento, a par da garantida aprovação pela maioria socialista.
No meio de críticas à situação na República – Os Açores parecem querer demarcar-se da situação nacional como Portugal o faz em relação à Grécia - o vice-presidente do Governo Regional afirmou que “os Açores têm nas suas finanças públicas argumento e razão mais do que suficientes para exigirem o reforço da solidariedade nacional” e foi mesmo mais longe ao afirmar que “não estamos a exigir mais do que merecemos, mas não aceitamos menos do que aquilo que nos é devido”.
Num Plano que propõe para este ano uma despesa pública de investimento de 652 milhões de euros, dos quais 435,8 milhões da responsabilidade direta do Governo Regional, Sérgio Ávila lembrou que nos Açores não são os cortes o tema central da agenda política e apontou como uma “emergência” as políticas de ocupação da população ativa neste momento desempregada, afirmando ainda que este orçamento é o primeiro de uma nova era em que acabaram as grandes obras infra-estruturais, apostando-se agora em investimentos de menor dimensão e mais direcionados para as empresas e famílias, de que as mais de 60 medidas da Agenda para o Emprego e Competividade são o principal exemplo, sendo este aliás, o documento estruturante do que vai ser a política do Governo socialista liderado por Vasco Cordeiro nos próximos quatro anos. 

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