Na abertura de três longos dias de debate no
plenário destinado a aprovar o Plano e Orçamento para este ano, bem como a
Orientações de Médio Prazo até 2016, documentos aprovados só em março por 2012
ter sido ano de eleições e de mudança de Governo, Sérgio Ávila, abriu, como é
tradição por ser o titular da pasta das Finanças, um debate que desde a
primeira intervenção gerou críticas por parte de todos os partidos da oposição,
incluindo o PSD, o único partido a anunciar até agora a abstenção no orçamento,
a par da garantida aprovação pela maioria socialista.
No meio de críticas à situação na República –
Os Açores parecem querer demarcar-se da situação nacional como Portugal o faz
em relação à Grécia - o vice-presidente do Governo Regional afirmou que “os
Açores têm nas suas finanças públicas argumento e razão mais do que suficientes
para exigirem o reforço da solidariedade nacional” e foi mesmo mais longe ao
afirmar que “não estamos a exigir mais do que merecemos, mas não aceitamos menos
do que aquilo que nos é devido”.
Num Plano que propõe para este ano uma despesa
pública de investimento de 652 milhões de euros, dos quais 435,8 milhões da
responsabilidade direta do Governo Regional, Sérgio Ávila lembrou que nos
Açores não são os cortes o tema central da agenda política e apontou como uma
“emergência” as políticas de ocupação da população ativa neste momento
desempregada, afirmando ainda que este orçamento é o primeiro de uma nova era
em que acabaram as grandes obras infra-estruturais, apostando-se agora em
investimentos de menor dimensão e mais direcionados para as empresas e
famílias, de que as mais de 60 medidas da Agenda para o Emprego e Competividade
são o principal exemplo, sendo este aliás, o documento estruturante do que vai
ser a política do Governo socialista liderado por Vasco Cordeiro nos próximos
quatro anos.



quarta-feira, março 20, 2013
Rádio Graciosa