O Bloco de Esquerda promoveu na passada semana, na Assembleia
Legislativa da Região Autónoma dos Açores, uma interpelação ao Governo Regional
sobre a defesa e sustentabilidade do Serviço Regional de Saúde.
Esta figura está prevista no regimento e, por esse facto, tem
o Bloco de Esquerda toda a legitimidade para trazer esse assunto à discussão,
até porque este é um tema que interessa e é importante para todos os Açorianos.
Como é conhecido o Governo dos Açores, sabendo da importância
deste assunto, encetou, muito recentemente, conversações com todos os partidos
políticos e outros parceiros no sentido de receber contributos sobre a reforma
o Serviço Regional de Saúde.
Quando se discute esta matéria, normalmente surgem sempre as
questões relativas à dívida do sector, por vezes fora de contexto e de forma
imprecisa, muito embora perceba a preocupação.
Hoje vive-se mais, hoje existem mais meios complementares de
diagnóstico, hoje as pessoas tratam melhor da sua saúde. São fatores positivos,
sem dúvida, mas absorvem cada vez mais recursos financeiros.
Parece-me que ninguém tem dúvidas que esta dívida resulta do enorme
investimento, sem igual, na modernização do sistema de saúde, que está disperso
por nove ilhas, e na melhoria da acessibilidade por parte de todos os Açorianos.
Foi dinheiro gasto ou, melhor, investido, nas pessoas e para as pessoas.
Esta reforma, como já foi dito muitas vezes, não é necessária
por ser este um mau serviço, mas antes para continuar a ser um bom serviço e,
sobretudo, sustentável.
É conhecida a vontade do Governo dos Açores de manter a
tendência gratuita do acesso ao Serviço Regional de Saúde, porque, entende o Partido
Socialista, que sustenta o Governo, as pessoas são a razão de ser das suas políticas
da saúde.
Horta, 28 de fevereiro de 2013.
José Ávila



quinta-feira, fevereiro 28, 2013
Rádio Graciosa
