O ministro dos Negócios Estrangeiros reafirmou esta
sexta-feira no Parlamento que a redução militar norte-americana na base das
Lajes pode ter consequências por tratar-se de um dos principais pontos da
relação entre Portugal e os Estados Unidos.
Paulo
Portas disse aos deputados, durante uma audição conjunta com Aguiar Branco na
Comissão Parlamentar de Negócios Estrangeiros e de Defesa, que Portugal recebeu
informações em novembro sobre a intenção da administração americana de reduzir
o número de militares na base aérea nº 4 das Lajes, Açores.
“O impacto
da redução é de seis por cento do Produto Interno Bruto da ilha Terceira” disse
Paulo Portas referindo-se ao corte da presença militar norte-americana nas
Lajes, que prevê também a “redução do número de trabalhadores” da base assim
como dos “negócios indiretos”.
“Os
Estados Unidos não decidiram encerrar a base, decidiram pela redução mas isso
deve implicar meditação”, afirmou o ministro dos Negócios Estrangeiros
acrescentado que se houver redução também é “expectável que haja redução das
facilidades que Portugal concede”, no âmbito do acordo técnico.
Paulo
Portas disse também que “Portugal sabe que esta não é uma decisão isolada dos
Estados Unidos da América” e que se enquadra num processo de redução de forças
americanas desde o final da Guerra Fria sobretudo na Alemanha, Itália, Espanha,
Países Baixos e também Portugal, para além das bases que vão ser fechadas em
território norte-americana num contexto de “redução orçamental de 497 mil
milhões de dólares” para a área da Defesa.
Durante a
declaração inicial perante os deputados das comissões parlamentares, Portas
reafirmou que não se trata de uma violação do acordo entre os dois países mas
que institucionalmente o assunto deve ser debatido no quadro da Comissão
Bilateral Permanente, em que participa o Governo Regional dos Açores, e que
Lisboa já manifestou “preocupação e insatisfação” porque a situação tem impacto
em termos de emprego e de negócio.
Regional



segunda-feira, dezembro 10, 2012
Rádio Graciosa