O Programa do
Governo açoriano para os próximos quatro anos começa na terça-feira a ser
discutido na Assembleia Regional, na Horta, mas já se sabe que terá o voto
contra de dois dos seis partidos com assento parlamentar.
Bloco de Esquerda e PCP já
anunciaram que vão votar contra o documento, que define as principais linhas
estratégicas do executivo de Vasco Cordeiro para a legislatura, por entenderem
que não corresponde às promessas feitas pelos socialistas durante a campanha
eleitoral.
A decisão dos bloquistas e dos
comunistas gerou, no entanto, a crítica do líder parlamentar socialista, Berto
Messias, que em declarações à agência Lusa, contestou a postura da oposição,
por não querer esperar pelo debate para anunciar o seu sentido de voto.
“Julgo que é extemporâneo, além de
que estes partidos fizeram críticas que são desenquadradas da realidade”,
apontou Berto Messias, para quem o voto contra do BE e do PCP, antes do debate
começar, revela uma “partidarite aguda”.
O líder parlamentar socialista
assegura que o Programa do Governo “é perfeitamente coerente” com aquilo que
foi afirmado em tempo de campanha eleitoral por parte do Partido Socialista,
nomeadamente em matéria de apoios às empresas e às famílias, e no combate às
medidas de austeridade impostas pelo Governo da República.
O Bloco de Esquerda e o PCP não
devem, porém, ser os únicos partidos a votar contra o Programa do Governo.
A bancada do PSD ainda está a
avaliar o documento, por isso, o seu líder parlamentar, Duarte Freitas, não
quis pronunciar-se antes do debate, e o deputado do PPM, Paulo Estevão,
escusou-se a revelar qual será o sentido de voto do seu partido, embora não se
espere que nenhum deles vote a favor.
Artur Lima, do CDS/PP, foi o único
a dizer que vai esperar pelo final do debate para só depois se pronunciar sobre
o Programa do Governo, por entender que o seu partido, quer “aguardar pelas
explicações” dos membros do executivo, sobre algumas matérias que estão no
documento.
A criação de emprego e o apoio às
famílias são as principais preocupações que marcam o Programa do XI Governo
Regional dos Açores, que será discutido no Parlamento ao longo de três dias.
A sustentabilidade da autonomia
regional e de setores como a saúde, são outras das preocupações do executivo
liderado por Vasco Cordeiro que, desde o início, vem apelando ao “diálogo” e à
concertação com os partidos da oposição.
Regional



terça-feira, novembro 20, 2012
Rádio Graciosa