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Rádio Graciosa


10 outubro 2012

Baixas por doença deixam de ser pagas a 100%


As baixas por doença na Administração Pública vão deixar de ser pagas a 100%. O_ Governo avança com uma proposta que prevê um corte de 10% nas faltas por motivo de doença e que prevê ainda a perda da totalidade da remuneração base nos primeiros três dias de falta, tal como já acontece para quem está abrangido pela Segurança Social.

Na prática, se a proposta do Governo for aprovada, a partir de Janeiro de 2013, os funcionários públicos só passam a ter direito a receber subsídio de doença após três dias de falta. Tal como acontece hoje no privado. Actualmente, os trabalhadores do Estado têm direito à remuneração logo no primeiro dia em que faltam.

Por outro lado, o valor da baixa passa a ter uma redução de 10%. Actualmente, os funcionários públicos que entraram no Estado antes de 2006 descontam apenas um sexto do salário nos primeiros 30 dias de baixa e após esse período passam a receber o ordenado por inteiro, podendo ainda requerer o corte do primeiro mês. As baixas são financiadas pelos serviços.

No sector privado, as baixas são financiadas pela Segurança Social e correspondem entre 55% a 75% da remuneração de referência.

Quem entrou no Estado a partir de Janeiro de 2006 já desconta para o regime geral da Segurança Social sendo, por isso, abrangido por estas regras.

Mas os restantes trabalhadores (a grande maioria) têm as regras antigas, que agora são alteradas. Esta medida integra a convergência entre os regimes de protecção social do sector público e do privado.

Fonte: Diário Económico

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