A Ilha Graciosa precisa, merece e exige novas
oportunidades.
Oportunidades para os jovens criarem o seu
emprego, ambicionarem ter trabalho, constituírem família e fixarem-se na
Graciosa.
Oportunidades para os agricultores, de forma a
valorizar o seu produto de acordo com a qualidade que ele efectivamente tem.
Numa ilha que tem capacidades únicas para produzir, não podemos continuar
confinados a um mercado de pequena dimensão.
A Graciosa integra-se, com especial naturalidade,
no conceito de região económica onde se incremente um verdadeiro mercado dos
Açores.
A diversificação agrícola aliada ao associativismo
permite aumentar a escala de produção no sector primário, possibilitando o
abastecimento de novos mercados com a garantia de que o produto aparece na
prateleira de outras ilhas dos Açores.
Não é muito mais lógico que um terceirense ou um
micaelense possa comprar alhos da Graciosa ao invés de andar a comprar alhos da
China?
E essa lógica, até agora, foi ignorada porque
apesar de ser uma ilha pequena, a Graciosa tem capacidades de poder produzir com
escala regional mas não lhe foi dada essa oportunidade.
É por isso essencial que se alterem os
transportes, que sejam criadas verdadeiras ligações de proximidade entre as
ilhas por via marítima, para que os produtos que temos para oferecer sejam
encontrados nos nossos mercados por esses Açores fora.
Por mais que se queira encontrar desculpas, o que
é certo é que quem não fez até agora, não é agora que o vai fazer.
A oportunidade que a Graciosa merece para criar
riqueza e gerar empregos está nessa transformação proposta por Berta Cabral para
a criação de uma região económica.
Mas a Graciosa também quer novas oportunidades
para a sua pesca, valorizando o peixe descarregado na Graciosa e gerindo a
política do sector sem ser em torno do aproveitamento político, mas sim
aumentando a cadeia de valor do produto do trabalho dos marítimos.
As oportunidades no turismo, em especial no
mercado da saudade, são essenciais e podem trazer um significativo retorno para
uma ilha pequena e com uma enorme comunidade emigrante.
Na saúde, a oportunidade de abandonar uma política
que não serve a Graciosa é primordial.
É essencial que os acessos a especialistas e às
técnicas de especialidade sejam uma realidade, e de nada servem comunicados
despeitados e desesperados da Unidade de Saúde a negar aquilo que todos
sabem.
São oportunidades que a Graciosa não pode
dispensar.
Há quem queira que fique tudo na mesma.
Há quem não goste da verdade.
Mas 14 de Outubro está a chegar. E os Graciosenses
vão aproveitar essa oportunidade.



quarta-feira, setembro 26, 2012
Rádio Graciosa
