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Rádio Graciosa


05 setembro 2012

O artigo de opinião intitulado “ O Futuro depende de Nós ” é da Responsabilidade de João Costa


Aproxima-se a hora da decisão dos açorianos sobre o futuro governo regional para a próxima legislatura.

Vão-se conhecendo as propostas que os diferentes partidos apresentam para enfrentar os tempos difíceis que atravessamos.

Os Açores têm um grande desafio pela frente nos próximos anos. Com um desemprego a atingir números nunca antes vistos, com as dificuldades conhecidas de crédito, com a desertificação das ilhas mais pequenas e com a grave crise social que atravessamos em que os números da pobreza e do RSI batem recordes a nível nacional, é impossível ignorar essas realidades se tivermos, de facto, algum sentido de responsabilidade.

É pois neste quadro de grandes desafios futuros que os açorianos serão chamados a fazer a escolha de quem querem que assuma as rédeas da governação, e onde podem optar por quem tem as melhores condições para inverter este quadro de dificuldades.

O nosso futuro comum será decidido entre a escolha da continuidade protagonizada pelo Partido Socialista e a mudança segura apresentada pelo PSD com a liderança de Berta Cabral.

O novo ciclo da autonomia, que se iniciará a partir de Outubro, assume-se pela necessidade de dar um passo em frente no nosso caminho comum. Nessa medida, a criação de emprego, e desde logo a criação de emprego para jovens, assume uma particular importância.

Não existem receitas milagrosas para fazer face a este desafio, no entanto, as propostas que os partidos apresentam aos açorianos servirão para que cada um possa avaliar quem pode, de facto, ter as soluções que melhor respondem aos desafios futuros.

São já conhecidas as linhas mestras apresentadas por Berta Cabral para o futuro dos Açores como a criação de uma região económica, potenciada pela aposta no mercado interno que desenvolva a produção local das ilhas, que, assumindo escala para poder chegar a outros mercados possa, assim, valorizar o que é produzido localmente e que, pelos constrangimentos que todos conhecemos não permitem um desenvolvimento sustentável!

Nessa medida é essencial alterar a relação de mobilidade de cargas e passageiros entre as ilhas, em especial actuando nas mudanças necessárias ao nível dos transportes marítimos mas também, e sobretudo, a nível dos preços das viagens aéreas.

É aqui que reside uma boa parte dos problemas que o PS já mostrou ser incapaz de assumir e resolver, e que Berta Cabral soube trazer para as prioridades do seu futuro Governo.

Um novo ciclo, com um mercado interno a funcionar e a desenvolver as produções locais, oferecendo mercado e permitindo o desenvolvimento sustentável das ilhas mais pequenas como a Graciosa é a opção oferecida por Berta Cabral. Está na mão dos açorianos escolher o seu futuro.

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