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Rádio Graciosa


26 setembro 2012

Câmara do Comércio de Angra do Heroísmo acha inadmissível falhas de luz na Terceira


A Câmara do Comércio das ilhas Terceira, Graciosa e S. Jorge, considera inadmissíveis as recentes falhas no fornecimento de eletricidade na Ilha Terceira e pede esclarecimentos à EDA e à Direção Regional de Energia.

A CC considera que as situações têm ocorrido com demasiada frequência, causando graves constrangimentos no normal funcionamento das empresas. Segundo a Associação Empresarial das Ilhas Terceira, São Jorge e Graciosa, as falhas de energia causam um impacto muito negativo na produtividade e resultam em prejuízos diretos derivados da avaria de materiais elétricos nas empresas.

Nesse sentido, a CC pretende que a EDA assuma as suas responsabilidades, indemnizando os clientes prejudicados pelo ineficiente serviço. Além disso, a Associação Empresarial considera que em pleno século XXI é inadmissível que a Empresa que fornece eletricidade aos açorianos em regime monopolista continue a prestar um serviço com tão má qualidade, a preços exorbitantes e com falhas frequentes no seu fornecimento. Fora de impostos, Portugal tem preços mais de 10% acima da média praticada na União Europeia. E de 2011 para 2012, a subida nos preços na eletricidade foi de 4%, acima da taxa de inflação e num ano em que a Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos estima que o consumo de energia elétrica em Portugal se situe cerca de 3% abaixo do valor de 2011.

Por estas razões, a CCAH contesta a inação da Direcção Regional da Energia na resolução destes problemas, que afetam não só a competitividade das empresas, como também o bem-estar dos cidadãos. É fundamental que a Direção Regional de Energia contribua para a resolução das falhas do fornecimento de eletricidade e tenha um papel ativo na baixa dos custos de contexto da energia na Região.

Para apurar os prejuízos causados pelo serviço da EDA, a Associação Empresarial irá efetuar um inquérito junto dos Associados para avaliar a satisfação em relação ao serviço da EDA, bem como dos danos causados pelos cortes e os impactos na produção das empresas. A CCAH pondera, ainda, efetuar uma reclamação conjunta junto da EDA, de forma a que a empresa possa ressarcir devidamente os seus clientes.

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