A Câmara do Comércio das ilhas
Terceira, Graciosa e S. Jorge, considera inadmissíveis as recentes falhas no
fornecimento de eletricidade na Ilha Terceira e pede esclarecimentos à EDA e à
Direção Regional de Energia.
A CC considera que as situações
têm ocorrido com demasiada frequência, causando graves constrangimentos no
normal funcionamento das empresas. Segundo a Associação Empresarial das Ilhas
Terceira, São Jorge e Graciosa, as falhas de energia causam um impacto muito
negativo na produtividade e resultam em prejuízos diretos derivados da avaria
de materiais elétricos nas empresas.
Nesse sentido, a CC pretende
que a EDA assuma as suas responsabilidades, indemnizando os clientes
prejudicados pelo ineficiente serviço. Além disso, a Associação Empresarial
considera que em pleno século XXI é inadmissível que a Empresa que fornece
eletricidade aos açorianos em regime monopolista continue a prestar um serviço
com tão má qualidade, a preços exorbitantes e com falhas frequentes no seu
fornecimento. Fora de impostos, Portugal tem preços mais de 10% acima da média
praticada na União Europeia. E de 2011 para 2012, a subida nos preços na
eletricidade foi de 4%, acima da taxa de inflação e num ano em que a Entidade
Reguladora dos Serviços Energéticos estima que o consumo de energia elétrica em
Portugal se situe cerca de 3% abaixo do valor de 2011.
Por estas razões, a CCAH
contesta a inação da Direcção Regional da Energia na resolução destes
problemas, que afetam não só a competitividade das empresas, como também o
bem-estar dos cidadãos. É fundamental que a Direção Regional de Energia
contribua para a resolução das falhas do fornecimento de eletricidade e tenha
um papel ativo na baixa dos custos de contexto da energia na Região.
Para apurar os prejuízos
causados pelo serviço da EDA, a Associação Empresarial irá efetuar um inquérito
junto dos Associados para avaliar a satisfação em relação ao serviço da EDA,
bem como dos danos causados pelos cortes e os impactos na produção das
empresas. A CCAH pondera, ainda, efetuar uma reclamação conjunta junto da EDA,
de forma a que a empresa possa ressarcir devidamente os seus clientes.



quarta-feira, setembro 26, 2012
Rádio Graciosa