As recentes alterações ao RSI levaram o Governo Regional
a declarações inseridas na sua habitual campanha de confusão sobre este apoio
social.
Diz o governo que com estas alterações vão aumentar os
pobres nos Açores! Como se os que recebem RSI não fossem os mais pobres dos
pobres, e esquecendo que esta medida deve ser transitória no combate à
pobreza!
É bom lembrar que as mais recentes alterações ao RSI
entraram este mês em vigor e que sempre que ocorreram alterações à medida os
socialistas também se queixaram de que o RSI ia ser retirado a um sem número de
beneficiários tendo, invariavelmente, acontecido sempre o contrário.
A realidade do RSI diz-nos que desde que esta medida foi
criada os Açores foram sempre a região com maior taxa de incidência, muito acima
da média nacional.
É também importante referir que só no último ano, nos
Açores, todos os dias foram acrescentados nove novos beneficiários ao RSI. E
convém lembrar que este ano de 2012 (até Maio), todos os dias, 16 açorianos
requereram o benefício deste apoio social.
O problema dos Açores não é indiferente a que o RSI tem
sido usado como forma de manter dependências e de assegurar resultados
eleitorais. Muito à custa da intimidação dos beneficiários e de campanhas de
desinformação, fazendo crer que a manutenção daquele apoio social depende
exclusivamente do poder socialista!
A verdade é bem
diferente.
O RSI é um apoio
essencial no combate à pobreza extrema, mas é também uma medida de transição
cujo sucesso está intimamente ligado em os seus beneficiários se libertarem da
necessidade de o receberem. Ou seja, o RSI para ser verdadeiramente eficaz, deve
almejar que os beneficiários conseguem adquirir competências e progressos
socioprofissionais que levam a que deixem de precisar dele.
É por demais
evidente que nos Açores não se conseguem resultados verdadeiramente sociais com
a aplicação da medida porque, por parte do Governo, não há a vontade de criar
condições para fazer a transição de uma situação de pobreza para uma situação de
independência por parte dos beneficiários.
O Governo dos Açores
gosta de manter os pobres nessa condição para, de quando em vez, estender a mão
àqueles que não têm opção a ter a mão estendida.
É este o vício que
tem levado a uma pobreza persistente e a uma dependência sem
alternativas.
Ao contrário do que
diz o governo, não é uma mais justa atribuição do RSI que aumenta a pobreza. O
que tem aumentado a pobreza é a vontade do Governo em manter uma dependência que
passa de geração, sem tratar da realização profissional e pessoal desses
Açorianos.



quarta-feira, julho 25, 2012
Rádio Graciosa
