Completou os estudos primários e
ainda muito novo começou a trabalhar na Firma de Adolfo Vasconcelos, na época
uma grande firma de comércio na ilha, mas tinha sempre o sonho de ser músico.
Tinha 18 anos quando se alistou
na Marinha, mas teve que enfrentar alguns obstáculos até entrar na Banda
Militar do Funchal, a Ilha Madeira.
Foi nesta banda que começou os seus estudos musicais até que
mais tarde conseguiu ir para Lisboa, onde frequentou o Conservatório Nacional e
seguiu a carreira militar ingressando na Banda da Armada, onde atingiu o posto
de 1º sargento músico, 1ª trompa solista.
António Melo é
diplomado pelo Conservatório Nacional de Lisboa em Trompa e Composição e
frequentou o Curso de Regência de Orquestra ministrado pelo Maestro Hans
Herbert Joris, no Teatro São Luis em Lisboa, com o apoio do Conselho de Música
da Alemanha Federal. Nos seus estudos destacou-se pelas classificações altas,
fruto da sua impecável aplicação.
António Melo colaborou também com as Orquestras Gulbenkian, como artista convidado e ainda o Teatro de S. Carlos e Nova Filarmónica.
António Melo colaborou também com as Orquestras Gulbenkian, como artista convidado e ainda o Teatro de S. Carlos e Nova Filarmónica.
Gravou ainda
um disco para duas trompas naturais, violino e guitarra, bem como gravações
diversas para a RTP e RDP.
Na sua
actividade pedagógica foi distinguido com louvor pelos serviços prestados como
monitor de Educação Musical de Praças da Banda da Armada e foi ainda professor
na Academia da Liga dos Amigos de Queluz.
Trompa e piano
são os seus instrumentos prediletos.
O maestro
António Melo reformou-se da Marinha e em 12 de Agosto de 1989 regressou à
Graciosa com a sua mulher e filhos.
No regressou à
sua terra natal trazia a vontade de continuar o seu sonho musical, agora
ajudando a desenvolver o gosto musical nos graciosenses.
Tornou-se
maestro da Banda Filarmónica União Praiense e professor da Academia Musical da
Ilha Graciosa.
No ensino
oficial foi até quase finais dos anos 90 professor de Educação Musical na
Escola Secundária de Santa Cruz da Graciosa.
E foi em
finais de 1997 que foi convidado pela Comissão Organizadora dos Açores à expo
98, para dirigir a Banda Lira Açoreana, representando a região no certame,
passo que António Melo entendeu como “Um grande desafio”.
A Banda Lira
Açoreana constituída pelos melhores músicos de todas as ilhas, tinha
dificuldades dadas as dificuldades do
Arquipélago, as ilhas estão separadas, os músicos estão dispersos por grupos e
apesar de haver coordenadores o trabalho todo é feito apenas dias antes das
actuações, porque as pessoas nunca ouviram tudo em grupo sem ser nessa altura.
No entanto o
sucesso foi tanto que a banda Lira ainda hoje é orientada pelo maestro
graciosense e continua a ser um sucesso por onde passa.
Quando teve que deixar o ensino
oficial, António Melo chegou a prestar serviço na Rádio Graciosa durante cerca
de 1 ano. Foi animador de emissão e fazia ainda entrevistas e noticias bem como
colaborou num programa sobre música da sua autoria.
Razões familiares levaram-no
depois a deixar a Graciosa, tendo passado novamente pela Madeira e por Lisboa e
continua sempre a viver a música como ninguém.
Segundo as suas palavras “Um músico que o é de
verdade, é um homem que tem alma, que tem sentimentos nobres, é um homem que
gosta da verdade, porque a arte tem que ser feita de verdade.”
Um homem com um talento natural e
extraordinário para a música e que ultrapassou dificuldades e obstáculos para
seguir o seu sonho, ser músico.
Um Graciosense notável a quem a
Rádio Graciosa homenageia.



sexta-feira, julho 06, 2012
Rádio Graciosa