A Frente de
Libertação dos Açores (FLA) anunciou hoje que vai comemorar este ano os 37 anos
do 6 de junho de 1975 para "mostrar ao mundo a força dos açorianos" e
homenagear os que contribuíram para a liberdade.
"O 6 de junho foi o dia do
grito da libertação do povo açoriano de uma nova ditadura de esquerda",
afirmou Álvaro Lemos, numa conferência de imprensa em Ponta Delgada para dar
conta do programa que vai assinalar a data histórica.
Segundo Álvaro Lemos, há 37 anos
dez mil pessoas vieram para as ruas de Ponta Delgada manifestar-se, num
"acontecimento raro" na região, que culminou com a demissão do
governador civil, António Borges Coutinho.
Os principais motivos da
manifestação foram as reivindicações da lavoura micaelense, mas onde esteve
misturada uma reação contra a inclinação política à esquerda verificada no
continente.
As comemorações do 6 de junho deste
ano têm início às 11:00, com uma missa na Igreja de S. Pedro, seguindo-se às
17:30 uma concentração no Jardim Sena Freitas, em Ponta Delgada, onde o
independentista José de Almeida fará uma palestra.
O independentista disse que existe
medo em se estar associado à FLA, mas assegurou que "mesmo que só apareçam
20 pessoas, as comemorações vão realizar-se.
Para o independentista, que
considera que o dia da região deveria ser celebrado a 6 de junho, a autonomia
está "desgastada" e a "desunir as ilhas", uma vez que
"os partidos políticos não defendem os Açores, apenas olham para os seus
umbigos".
"Para mim a autonomia é um
diploma da incapacidade dos açorianos se governarem a si próprios",
afirmou Álvaro Lemos, acrescentando que "a FLA sempre viveu", embora
só apareça publicamente quando "é preciso dar força ao povo açoriano para
demonstrar dignidade".
A Frente de Libertação dos Açores
(FLA) foi criada em Londres em abril de 1975 com o objetivo de lutar pela
independência dos Açores face a Portugal continental, tendo desenvolvido um
processo político e diplomático, a par de ações populares algumas de cariz
violento para atingir este fim.
Álvaro Lemos revelou ainda que a
FLA pretende realizar um estudo económico, recorrendo a economistas noruegueses
ou dinamarqueses, para demostrar aos açorianos que o arquipélago tem condições
financeiras para ser independente.



terça-feira, maio 29, 2012
Rádio Graciosa